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	<title>Saúde cerebral | Dr. Marcos</title>
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	<title>Saúde cerebral | Dr. Marcos</title>
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	<item>
		<title>A cirurgia é o único tratamento para a Malformação Arteriovenosa Cerebral?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/08/06/a-cirurgia-e-o-unico-tratamento-para-a-malformacao-arteriovenosa-cerebral/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 20:55:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[neurocirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[malformação arteriovenosa cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[MAV]]></category>
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					<description><![CDATA[Receber o diagnóstico de uma Malformação Arteriovenosa Cerebral (MAV) costuma gerar muitas dúvidas. Uma das perguntas mais frequentes que recebo no consultório é se a cirurgia é sempre necessária. A resposta é: depende. O tratamento da MAV é altamente individualizado e leva em consideração características específicas da malformação, o risco de sangramento e as condições [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de uma Malformação Arteriovenosa Cerebral (MAV) costuma gerar muitas dúvidas. Uma das perguntas mais frequentes que recebo no consultório é se a cirurgia é sempre necessária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta é: depende. O tratamento da MAV é altamente individualizado e leva em consideração características específicas da malformação, o risco de sangramento e as condições clínicas de cada paciente. Atualmente, contamos com diferentes estratégias terapêuticas, que podem ser utilizadas de forma isolada ou combinadas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que é uma Malformação Arteriovenosa Cerebral?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A MAV é uma alteração nos vasos sanguíneos do cérebro em que artérias e veias se conectam diretamente, sem a presença dos capilares que normalmente fazem essa transição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa comunicação anormal faz com que o sangue circule sob alta pressão nas veias, aumentando o risco de ruptura e hemorragia cerebral. Além disso, alguns pacientes podem apresentar crises convulsivas, dores de cabeça ou déficits neurológicos, enquanto outros descobrem a malformação por acaso durante exames de imagem.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como escolho o melhor tratamento?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão terapêutica nunca é baseada apenas na presença da MAV. Durante a avaliação, considero fatores como o tamanho da lesão, sua localização, o padrão dos vasos envolvidos, a presença ou não de sangramento prévio, a idade do paciente, os sintomas apresentados e o risco que a malformação representa ao longo da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas informações permitem definir a estratégia que oferece o maior benefício com o menor risco possível.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quando a cirurgia é indicada?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A microcirurgia continua sendo uma excelente opção para muitos pacientes, principalmente quando a MAV está localizada em áreas acessíveis e pode ser removida com segurança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, a retirada completa da malformação elimina o risco futuro de sangramento relacionado àquela lesão. Entretanto, nem toda MAV apresenta características favoráveis para uma abordagem cirúrgica, e essa decisão deve ser cuidadosamente planejada.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O papel da embolização endovascular</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A embolização é um procedimento minimamente invasivo realizado por meio de cateteres introduzidos pelos vasos sanguíneos. Durante o procedimento, materiais específicos são utilizados para reduzir ou interromper o fluxo sanguíneo dentro da malformação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns pacientes, a embolização faz parte do tratamento definitivo. Em outros, ela é utilizada antes da cirurgia para diminuir o tamanho da MAV e reduzir o risco de sangramento durante a operação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quando a radiocirurgia pode ser a melhor alternativa?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A radiocirurgia é indicada principalmente para malformações menores ou localizadas em regiões profundas e delicadas do cérebro, onde uma cirurgia aberta poderia representar riscos elevados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa técnica utiliza radiação altamente direcionada para provocar o fechamento progressivo dos vasos anormais. O efeito não é imediato e pode ocorrer ao longo de meses ou anos, mas representa uma alternativa importante em casos bem selecionados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Em alguns casos, apenas acompanhar é a melhor decisão</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem toda MAV exige tratamento imediato, quando o risco de intervenção é maior do que o risco natural da própria malformação, o acompanhamento periódico pode ser a conduta mais segura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse seguimento inclui consultas regulares, exames de imagem e reavaliações constantes para identificar qualquer mudança que justifique uma nova estratégia terapêutica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Um tratamento individualizado faz toda a diferença</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A evolução da neurocirurgia vascular permitiu que cada paciente fosse tratado de maneira muito mais personalizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião, meu objetivo é analisar cuidadosamente cada detalhe da malformação e definir a estratégia mais segura, utilizando recursos modernos como microcirurgia, embolização endovascular e radiocirurgia sempre que indicados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada caso é único, por isso, a melhor decisão nasce de uma avaliação especializada, baseada em conhecimento técnico, tecnologia e planejamento individualizado, buscando preservar funções neurológicas e oferecer o melhor resultado possível para cada paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Aneurismas múltiplos: conheça o tratamento e como acontece a recuperação</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/07/28/aneurismas-multiplos-conheca-o-tratamento-e-como-acontece-a-recuperacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 22:34:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[aneurisma]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento aneurisma]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Receber o diagnóstico de um aneurisma cerebral já costuma gerar muitas dúvidas. Quando os exames identificam mais de um aneurisma, é comum que a preocupação seja ainda maior. Felizmente, os avanços da neurocirurgia permitem um planejamento altamente individualizado, capaz de oferecer tratamentos seguros e eficazes para cada situação. A decisão sobre a melhor estratégia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de um aneurisma cerebral já costuma gerar muitas dúvidas. Quando os exames identificam mais de um aneurisma, é comum que a preocupação seja ainda maior. Felizmente, os avanços da neurocirurgia permitem um planejamento altamente individualizado, capaz de oferecer tratamentos seguros e eficazes para cada situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão sobre a melhor estratégia depende de uma análise criteriosa das características de cada aneurisma e das condições clínicas do paciente.</span></p>
<p><b>O que são aneurismas múltiplos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chamamos de aneurismas múltiplos a presença de duas ou mais dilatações nas artérias cerebrais de um mesmo paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses aneurismas podem ter tamanhos, formatos e localizações diferentes, o que significa que cada um apresenta um risco específico de crescimento ou ruptura. Por isso, nem sempre todos exigem o mesmo tipo de tratamento ou precisam ser abordados ao mesmo tempo.</span></p>
<p><b>Como defino o melhor tratamento?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer decisão, avalio diversos fatores, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">quantidade de aneurismas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tamanho e formato de cada lesão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">localização nas artérias cerebrais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">idade e condições gerais de saúde do paciente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">histórico de ruptura ou sangramento.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse planejamento permite escolher a estratégia que oferece maior segurança e melhores resultados a longo prazo.</span></p>
<p><b>Quais tratamentos podem ser utilizados?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, contamos com duas principais modalidades de tratamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A embolização endovascular é realizada por meio de um cateter introduzido pela circulação sanguínea. Com técnicas minimamente invasivas, é possível isolar o aneurisma da circulação, reduzindo o risco de ruptura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a clipagem microcirúrgica consiste na colocação de um pequeno clipe metálico na base do aneurisma, interrompendo a entrada de sangue na dilatação e preservando o fluxo normal da artéria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns pacientes, essas duas técnicas podem ser utilizadas de forma complementar, tratando aneurismas diferentes conforme suas características.</span></p>
<p><b>Como é a recuperação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recuperação varia bastante de acordo com o tratamento realizado e com a condição em que o aneurisma foi diagnosticado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o procedimento é feito de forma programada, antes da ruptura, a recuperação costuma ser mais rápida e muitos pacientes retomam suas atividades gradualmente em poucas semanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos casos em que já houve hemorragia cerebral, o processo pode ser mais longo, exigindo internação, reabilitação e acompanhamento multidisciplinar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentemente da técnica utilizada, o seguimento clínico e os exames de controle são fundamentais para monitorar a evolução e garantir a segurança do tratamento.</span></p>
<p><b>Cada caso exige uma estratégia personalizada</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ter aneurismas múltiplos não significa, necessariamente, um prognóstico pior. O fator mais importante é realizar uma avaliação especializada para definir qual aneurisma deve ser tratado, quando isso deve acontecer e qual técnica oferece o melhor equilíbrio entre segurança e eficácia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião, meu objetivo é elaborar um planejamento individualizado, baseado em evidências científicas, tecnologia e experiência, para oferecer a cada paciente a melhor conduta possível e reduzir ao máximo o risco de complicações.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Tap Test: o que é e como ele ajuda no tratamento da hidrocefalia</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/07/17/tap-test-o-que-e-e-como-ele-ajuda-no-tratamento-da-hidrocefalia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 15:40:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[A Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) é uma condição que pode comprometer significativamente a qualidade de vida, principalmente em pessoas idosas. Ela costuma causar dificuldade para caminhar, alterações cognitivas e perda do controle urinário, sintomas que muitas vezes são confundidos com o envelhecimento natural ou outras doenças neurológicas. Para definir se o paciente pode se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) é uma condição que pode comprometer significativamente a qualidade de vida, principalmente em pessoas idosas. Ela costuma causar dificuldade para caminhar, alterações cognitivas e perda do controle urinário, sintomas que muitas vezes são confundidos com o envelhecimento natural ou outras doenças neurológicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para definir se o paciente pode se beneficiar da cirurgia de implante de uma válvula, utilizamos um exame chamado Tap Test, uma ferramenta importante no planejamento do tratamento.</span></p>
<h3><b>O que é o Tap Test?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Tap Test, também conhecido como teste de drenagem lombar, é um procedimento diagnóstico que avalia a resposta do organismo após a retirada de uma pequena quantidade de líquido cefalorraquidiano (LCR).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa retirada é realizada por meio de uma punção lombar, semelhante à utilizada em outros exames neurológicos. O objetivo é verificar se a redução temporária da quantidade de líquido ao redor do cérebro melhora os sintomas apresentados pelo paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como o exame é realizado?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O procedimento costuma ser realizado em ambiente hospitalar ou ambulatorial, com anestesia local.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a retirada do líquido cefalorraquidiano, a equipe acompanha o paciente por algumas horas ou dias, avaliando principalmente mudanças na marcha, no equilíbrio, na memória e em outras funções cognitivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, testes específicos de caminhada e avaliações neuropsicológicas são realizados antes e depois do procedimento para comparar os resultados de forma objetiva.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como o resultado ajuda na decisão do tratamento?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o paciente apresenta melhora clínica após o Tap Test, isso indica que ele tem maior probabilidade de responder positivamente ao implante de uma válvula para tratamento da Hidrocefalia de Pressão Normal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o exame não seja o único critério utilizado, ele fornece informações extremamente valiosas para tornar a indicação cirúrgica mais segura e individualizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo quando a melhora é discreta, o resultado é analisado em conjunto com os sintomas, os exames de imagem e a avaliação clínica completa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O Tap Test substitui outros exames?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não, o diagnóstico da Hidrocefalia de Pressão Normal depende da combinação de diversos elementos, incluindo história clínica, exame neurológico, ressonância magnética ou tomografia e avaliações funcionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Tap Test faz parte desse conjunto de informações e contribui para aumentar a segurança na tomada de decisão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A importância de uma avaliação especializada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Hidrocefalia de Pressão Normal é uma das poucas causas de dificuldade para caminhar e perda cognitiva que pode apresentar melhora significativa com o tratamento adequado. Por isso, identificar corretamente os pacientes que realmente podem se beneficiar da cirurgia faz toda a diferença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião, realizo uma avaliação criteriosa de cada caso, utilizando exames complementares e tecnologias diagnósticas para definir a melhor estratégia terapêutica. O objetivo é oferecer um tratamento seguro, individualizado e com potencial de proporcionar mais independência e qualidade de vida ao paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Paraganglioma Timpânico x jugular: como a localização altera a estratégia cirúrgica</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/07/03/paraganglioma-timpanico-x-jugular-como-a-localizacao-altera-a-estrategia-cirurgica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:35:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[neurocirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falamos em paragangliomas da cabeça e pescoço, muitas pessoas imaginam que todos esses tumores sejam tratados da mesma forma, mas, na prática, a localização da lesão muda completamente o planejamento cirúrgico, os riscos envolvidos e até os objetivos do tratamento. &#160; Entre os tipos mais conhecidos estão o paraganglioma timpânico e o paraganglioma jugular. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em paragangliomas da cabeça e pescoço, muitas pessoas imaginam que todos esses tumores sejam tratados da mesma forma, mas, na prática, a localização da lesão muda completamente o planejamento cirúrgico, os riscos envolvidos e até os objetivos do tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os tipos mais conhecidos estão o paraganglioma timpânico e o paraganglioma jugular. Apesar de terem origem semelhante, eles se comportam de maneiras bastante diferentes.</span></p>
<h3><b>O que é o paraganglioma?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os paragangliomas são tumores raros que surgem a partir de células do sistema nervoso relacionadas ao controle vascular e hormonal. Na região da cabeça e pescoço, eles costumam ser altamente vascularizados e apresentar crescimento lento, e muitos pacientes convivem com sintomas por anos antes do diagnóstico correto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sinais mais comuns incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Zumbido pulsátil</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda auditiva progressiva</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rouquidão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade para engolir</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sensação de pressão no ouvido</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações da voz</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O que caracteriza o paraganglioma timpânico?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O paraganglioma timpânico se desenvolve no ouvido médio e, geralmente, é um tumor menor e mais localizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria dos casos, o principal sintoma é o zumbido pulsátil, aquele som ritmado que acompanha os batimentos cardíacos, também pode haver redução auditiva gradual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como costuma permanecer restrito à cavidade timpânica, o tratamento cirúrgico tende a ser menos agressivo e com menor risco neurológico. Dependendo da extensão da lesão, muitas vezes é possível realizar uma ressecção precisa, preservando estruturas importantes da audição e reduzindo o risco de sequelas.</span></p>
<h3><b>O que muda no paraganglioma jugular?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O paraganglioma jugular representa um cenário muito mais complexo. Esse tumor cresce próximo ao bulbo da jugular, em uma das áreas mais delicadas da base do crânio, cercada por nervos cranianos e vasos de grande importância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme aumenta de tamanho, ele pode envolver estruturas responsáveis por:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Deglutição</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fala</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mobilidade da língua</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Funcionamento da laringe</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Audição</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, os sintomas costumam ser mais amplos e progressivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do zumbido pulsátil, o paciente pode apresentar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rouquidão persistente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade para engolir</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tonturas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda auditiva importante</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na voz</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fraqueza de músculos da garganta</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Por que a cirurgia é mais desafiadora?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Os paragangliomas jugulares são extremamente vascularizados. Isso significa que possuem grande quantidade de vasos sanguíneos, aumentando o risco de sangramento durante a cirurgia. Além disso, o tumor pode estar aderido a nervos cranianos fundamentais para funções do dia a dia, por esse motivo, o planejamento cirúrgico precisa ser extremamente detalhado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da cirurgia, utilizamos exames que ajudam a entender a relação do tumor com os vasos e nervos ao redor, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ressonância magnética</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiorressonância</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiografia cerebral</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Qual o papel da embolização pré-operatória?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos de paraganglioma jugular, indicamos a embolização antes da cirurgia. Esse procedimento bloqueia parte da circulação sanguínea que alimenta o tumor, reduzindo o sangramento intraoperatório e aumentando a segurança da ressecção, tornando a  embolização uma ferramenta importante principalmente em tumores grandes e altamente vascularizados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Radiocirurgia também pode ser uma opção?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, nem todos os pacientes precisam de cirurgia aberta, dependendo do tamanho do tumor, da idade do paciente, da velocidade de crescimento e do risco neurológico, a radiocirurgia pode ser indicada como tratamento principal ou complementar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa decisão é sempre individualizada, e hoje, os avanços em neuroimagem, microcirurgia, monitorização intraoperatória e radiocirurgia permitem tratamentos muito mais seguros e precisos, mesmo em regiões complexas da base do crânio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O diagnóstico precoce faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintomas como zumbido pulsátil, rouquidão persistente e perda auditiva progressiva nunca devem ser ignorados. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as possibilidades de tratamento com preservação funcional e menor risco de complicações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha prática como neurocirurgião de base de crânio, cada caso é analisado de forma individualizada, sempre buscando equilíbrio entre controle tumoral, segurança cirúrgica e qualidade de vida do paciente.</span></p>
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		<title>Colesterol e estenose de carótida: como o acúmulo de gordura silencioso compromete o fluxo cerebral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 16:13:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[estenose de carótida]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falamos sobre colesterol alto, muitas pessoas pensam imediatamente em problemas cardíacos, mas existe uma relação extremamente importante entre o colesterol e a saúde cerebral que precisa ser discutida: a estenose de carótida. As artérias carótidas são responsáveis por levar sangue rico em oxigênio para o cérebro. Elas ficam localizadas em ambos os lados do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos sobre colesterol alto, muitas pessoas pensam imediatamente em problemas cardíacos, mas existe uma relação extremamente importante entre o colesterol e a saúde cerebral que precisa ser discutida: a estenose de carótida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As artérias carótidas são responsáveis por levar sangue rico em oxigênio para o cérebro. Elas ficam localizadas em ambos os lados do pescoço e desempenham um papel fundamental para o funcionamento neurológico adequado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema é que essas artérias também podem sofrer um processo silencioso de estreitamento causado pelo acúmulo progressivo de gordura nas suas paredes, a chamada aterosclerose.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos pacientes, esse processo evolui lentamente durante anos, sem sintomas evidentes, até aumentar significativamente o risco de AVC.</span></p>
<p><b>O que é estenose de carótida?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estenose de carótida acontece quando placas de gordura, colesterol, cálcio e células inflamatórias começam a se acumular no interior das artérias carótidas e, com o passar do tempo, essas placas reduzem o espaço disponível para a passagem do sangue, comprometendo a circulação cerebral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da redução do fluxo sanguíneo, existe outro risco importante: pequenos fragmentos dessas placas podem se desprender e migrar para artérias menores do cérebro, provocando obstruções e levando ao AVC isquêmico.</span></p>
<p><b>Qual é a relação com o colesterol?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O colesterol LDL, conhecido popularmente como “colesterol ruim”, tem participação direta na formação dessas placas. Quando seus níveis permanecem elevados por longos períodos, ocorre um processo inflamatório contínuo na parede dos vasos sanguíneos. Isso favorece o depósito de gordura e acelera o estreitamento arterial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pacientes com colesterol alto frequentemente apresentam associação com outros fatores de risco, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Hipertensão arterial</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diabetes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tabagismo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sedentarismo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Obesidade</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Histórico familiar de doença vascular</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa combinação aumenta ainda mais o risco de comprometimento das carótidas.</span></p>
<p><b>Por que essa condição é considerada silenciosa?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores desafios da estenose de carótida é justamente o fato de que muitos pacientes não apresentam sintomas nas fases iniciais. Em alguns casos, o primeiro sinal já é um AVC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros pacientes podem apresentar episódios transitórios chamados AITs (Ataques Isquêmicos Transitórios), que funcionam como sinais de alerta neurológicos temporários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sintomas podem incluir:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fraqueza súbita em um lado do corpo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alteração da fala</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda temporária da visão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dormência facial</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Confusão mental</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tontura súbita</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que esses sintomas desapareçam rapidamente, eles nunca devem ser ignorados.</span></p>
<p><b>Como fazemos o diagnóstico?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje contamos com exames modernos e acessíveis que permitem avaliar o grau de estreitamento das carótidas antes que ocorram complicações graves.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais exames incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ultrassom Doppler de carótidas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiotomografia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiorressonância</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiografia cerebral em casos específicos</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses exames ajudam a identificar a presença das placas, avaliar o fluxo sanguíneo cerebral e definir o melhor tratamento.</span></p>
<p><b>Existe tratamento?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, e quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de prevenção do AVC. O tratamento depende do grau de obstrução e das características clínicas do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, o controle rigoroso dos fatores de risco já oferece excelente benefício, incluindo:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Controle do colesterol</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Controle da pressão arterial</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tratamento do diabetes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Suspensão do tabagismo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mudanças alimentares</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Atividade física regular</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações mais avançadas, pode ser necessário tratamento intervencionista, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Endarterectomia de carótida: procedimento cirúrgico para retirada da placa de gordura.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angioplastia com stent: técnica minimamente invasiva que amplia o calibre da artéria e melhora o fluxo sanguíneo.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha da melhor abordagem depende de avaliação individualizada e análise detalhada do risco vascular.</span></p>
<p><b>Cuidar das artérias também é cuidar do cérebro</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas doenças cerebrovasculares se desenvolvem de forma lenta e silenciosa, por isso, a prevenção e acompanhamento regular fazem tanta diferença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Controlar o colesterol não significa apenas proteger o coração, significa também preservar a circulação cerebral, reduzir o risco de AVC e proteger funções essenciais como memória, linguagem, movimento e autonomia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A medicina atual permite identificar alterações vasculares precocemente e atuar antes que ocorram complicações graves. Informação, prevenção e diagnóstico adequado continuam sendo as ferramentas mais importantes para proteger a saúde cerebral ao longo da vida.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Por que o diagnóstico de paraganglioma é tão desafiador?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/05/04/por-que-o-diagnostico-de-paraganglioma-e-tao-desafiador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 15:50:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma]]></category>
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					<description><![CDATA[Na minha prática como neurocirurgião, alguns diagnósticos exigem um olhar ainda mais atento, investigação detalhada e, muitas vezes, uma abordagem multidisciplinar desde o início. O paraganglioma é um desses casos. Trata-se de um tumor raro, geralmente benigno e de crescimento lento, mas que pode trazer impactos importantes quando não identificado no momento adequado. O desafio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Na minha prática como neurocirurgião, alguns diagnósticos exigem um olhar ainda mais atento, investigação detalhada e, muitas vezes, uma abordagem multidisciplinar desde o início. O paraganglioma é um desses casos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um tumor raro, geralmente benigno e de crescimento lento, mas que pode trazer impactos importantes quando não identificado no momento adequado. O desafio começa justamente pela forma como ele se apresenta ou, em muitos casos, pela ausência de sinais claros.</span></p>
<h3><b>Uma doença rara, que nem sempre é lembrada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro obstáculo está na própria raridade. Paragangliomas representam uma pequena parcela dos tumores da região da cabeça e pescoço. Isso faz com que, inicialmente, eles não sejam a principal hipótese diagnóstica diante de sintomas inespecíficos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso pode levar a um tempo maior até que o paciente seja encaminhado para investigação especializada.</span></p>
<h3><b>Sintomas vagos e facilmente confundidos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é a forma como esses tumores se manifestam. Os sintomas costumam ser sutis e, muitas vezes, confundidos com condições mais comuns.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo da localização, o paciente pode apresentar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Zumbido pulsátil</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rouquidão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sensação de massa no pescoço</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na deglutição</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tonturas ou desconfortos inespecíficos</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sinais nem sempre aparecem de forma evidente no início, o que contribui para atrasos no diagnóstico.</span></p>
<h3><b>Localização anatômica complexa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os paragangliomas se desenvolvem próximos a estruturas nobres, como vasos sanguíneos importantes e nervos cranianos. Essa característica não apenas dificulta a identificação inicial, como também exige precisão na investigação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exames de imagem como a ressonância magnética e a angiotomografia são fundamentais para mapear a lesão, entender sua relação com estruturas adjacentes e orientar a melhor estratégia de tratamento.</span></p>
<h3><b>Tumores que podem ser silenciosos por anos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, acompanho pacientes que conviveram com o tumor por anos sem saber. O crescimento lento permite que o organismo se adapte parcialmente às alterações, mascarando sintomas mais evidentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso reforça a importância de valorizar mudanças sutis no corpo e investigar sinais persistentes, mesmo quando parecem pouco específicos.</span></p>
<h3><b>O papel da investigação multidisciplinar</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico de paraganglioma raramente depende de um único exame ou de uma única especialidade. Ele envolve a integração entre avaliação clínica, exames de imagem e, em alguns casos, investigação laboratorial, especialmente quando há suspeita de secreção hormonal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação conjunta entre neurocirurgia, radiologia, endocrinologia e outras áreas é essencial para definir com precisão o diagnóstico e o melhor plano terapêutico.</span></p>
<h3><b>Diagnóstico precoce faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora muitos paragangliomas sejam benignos, sua localização pode levar à compressão de estruturas importantes ao longo do tempo. Identificar o tumor precocemente amplia as possibilidades de tratamento, reduz riscos e permite um planejamento mais seguro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha rotina, vejo com frequência o impacto positivo de um diagnóstico feito no momento certo, tanto em termos de controle da doença quanto na preservação da qualidade de vida do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de sintomas persistentes ou incomuns, a investigação adequada é sempre o melhor caminho. Mesmo condições raras precisam ser consideradas quando o quadro clínico foge do padrão habitual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A medicina evoluiu muito nos métodos diagnósticos e nas opções de tratamento. Com informação, atenção aos sinais e acompanhamento especializado, conseguimos conduzir casos complexos com mais segurança e melhores resultados.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Muito além dos tremores: como identificar os sinais precoces da Doença de Parkinson</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/04/07/muito-alem-dos-tremores-como-identificar-os-sinais-precoces-da-doenca-de-parkinson/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 18:10:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[Parkinson]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento parkinson]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, considero essencial ampliar a forma como enxergamos essa condição. Na prática clínica, ainda é comum associar o Parkinson apenas ao tremor, mas, na realidade, os primeiros sinais podem ser muito mais sutis e, muitas vezes, passam despercebidos. Reconhecer essas manifestações precocemente pode fazer diferença no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, considero essencial ampliar a forma como enxergamos essa condição. Na prática clínica, ainda é comum associar o Parkinson apenas ao tremor, mas, na realidade, os primeiros sinais podem ser muito mais sutis e, muitas vezes, passam despercebidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reconhecer essas manifestações precocemente pode fazer diferença no acompanhamento, no controle dos sintomas e na qualidade de vida ao longo dos anos.</span></p>
<h3><b>O que acontece no cérebro?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva de neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor fundamental para o controle dos movimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa redução impacta diretamente a fluidez dos movimentos, o tônus muscular e diversos circuitos cerebrais que vão além da parte motora.</span></p>
<h3><b>Sinais motores: os mais conhecidos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sintomas motores costumam ser os mais lembrados, mas nem sempre são os primeiros a aparecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais sinais, destaco:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tremor de repouso, geralmente iniciando em uma das mãos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lentidão dos movimentos (bradicinesia), percebida em tarefas simples do dia a dia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rigidez muscular, com sensação de “travamento”</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na escrita, com letras progressivamente menores (micrografia)</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sinais tendem a evoluir de forma gradual e assimétrica, principalmente nas fases iniciais.</span></p>
<h3><b>Sinais não motores: os primeiros alertas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos pacientes, os sintomas não motores surgem anos antes das alterações motoras. Esse é um ponto importante e ainda pouco valorizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns sinais que merecem atenção:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda do olfato sem causa aparente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Constipação intestinal persistente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Distúrbios do sono, especialmente sonhos intensos com movimentos durante a noite</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações de humor, como depressão, apatia ou desmotivação</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas manifestações costumam ser interpretadas de forma isolada, o que pode atrasar a suspeita diagnóstica.</span></p>
<h3><b>Por que o diagnóstico precoce é relevante?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Identificar o Parkinson em fases iniciais permite um acompanhamento mais próximo e estratégias terapêuticas mais eficazes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, contamos com abordagens que vão desde o tratamento medicamentoso até terapias mais avançadas em casos selecionados, sempre com o objetivo de preservar a funcionalidade e a autonomia do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, intervenções precoces em estilo de vida, reabilitação e suporte multidisciplinar têm impacto direto na evolução da doença.</span></p>
<h3><b>O papel da avaliação especializada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico da Doença de Parkinson é clínico e deve ser realizado por um profissional experiente, com base na história do paciente e no exame neurológico detalhado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exames complementares podem ser utilizados em situações específicas, principalmente para afastar outras condições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha prática, valorizo uma análise individualizada, considerando não apenas os sintomas, mas o contexto global do paciente, algo essencial em doenças de evolução crônica.</span></p>
<h3><b>Um olhar mais atento faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A conscientização sobre o Parkinson começa pelo reconhecimento de que os sinais iniciais nem sempre são evidentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pequenas mudanças no corpo ou no comportamento merecem atenção, especialmente quando persistem ou evoluem ao longo do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, reforço a importância de olhar além do óbvio. O cérebro costuma dar sinais e saber interpretá-los no momento certo pode mudar o curso da doença. </span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Diabetes: uma condição que pode afetar a sua saúde cerebral</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/03/31/diabetes-uma-condicao-que-pode-afetar-a-sua-saude-cerebral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:39:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[saúde cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falamos em diabetes, a maioria das pessoas pensa imediatamente no controle da glicose, na alimentação e nas possíveis complicações cardiovasculares, mas existe um aspecto que merece atenção especial: o impacto direto dessa condição no cérebro. Ao longo da minha prática como neurocirurgião, vejo com frequência como doenças sistêmicas podem influenciar a saúde neurológica. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em diabetes, a maioria das pessoas pensa imediatamente no controle da glicose, na alimentação e nas possíveis complicações cardiovasculares, mas existe um aspecto que merece atenção especial: o impacto direto dessa condição no cérebro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha prática como neurocirurgião, vejo com frequência como doenças sistêmicas podem influenciar a saúde neurológica. O diabetes é um dos exemplos mais relevantes e, muitas vezes, silenciosos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como o diabetes afeta o cérebro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O cérebro depende de um fluxo sanguíneo adequado e de um metabolismo energético eficiente para funcionar bem. E o diabetes interfere nesses dois pilares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Níveis elevados de glicose ao longo do tempo provocam lesões nos vasos sanguíneos, inclusive nos pequenos vasos cerebrais. Esse processo, chamado de microangiopatia, compromete a entrega de oxigênio e nutrientes às células nervosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a resistência à insulina, característica comum no diabetes tipo 2, impacta diretamente o funcionamento dos neurônios. A insulina também tem papel no cérebro, participando de processos ligados à memória e ao aprendizado. Quando esse sistema não funciona bem, há prejuízo cognitivo progressivo.</span></p>
<h3><b>Riscos associados: mais do que números alterados</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pacientes com diabetes apresentam maior risco de desenvolver:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Declínio cognitivo precoce</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Demência, incluindo doença de Alzheimer</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acidente Vascular Cerebral (AVC)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na memória, atenção e velocidade de raciocínio</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse impacto não costuma acontecer de forma abrupta, é um processo gradual, que pode passar despercebido nos estágios iniciais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O envelhecimento cerebral acelerado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto importante é que o diabetes pode acelerar o envelhecimento do cérebro. Estudos mostram redução do volume cerebral e alterações estruturais em pacientes com controle glicêmico inadequado ao longo dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso significa que o cérebro envelhece mais rápido do que o esperado para a idade cronológica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>É possível proteger o cérebro?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, e esse é um dos pontos mais importantes. O controle adequado do diabetes não protege apenas o coração, os rins ou a visão, ele também é uma estratégia essencial de neuroproteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas medidas fazem diferença direta:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Manter a glicemia dentro das metas estabelecidas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Controlar pressão arterial e colesterol</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Praticar atividade física regular</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ter uma alimentação equilibrada</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Priorizar o sono de qualidade</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimular o cérebro com leitura, aprendizado e interação social</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando investigar mais a fundo?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns sinais merecem atenção, especialmente em quem já tem diagnóstico de diabetes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Esquecimentos frequentes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade de concentração</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lentidão para raciocinar</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mudanças de comportamento ou humor</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, uma avaliação neurológica pode ajudar a identificar precocemente alterações e definir estratégias de acompanhamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Uma visão integrada faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A saúde do cérebro não pode ser analisada de forma isolada, ela está diretamente conectada ao funcionamento do organismo como um todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha rotina clínica e acadêmica, reforço sempre a importância de uma abordagem integrada, baseada em evidência científica e individualização do tratamento. Esse cuidado permite não apenas tratar doenças, mas preservar qualidade de vida ao longo dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você convive com diabetes, vale olhar para além dos exames de rotina. O seu cérebro também faz parte dessa equação, e cuidar dele hoje faz diferença no seu futuro.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O perigo silencioso: por que a Malformação Arteriovenosa (MAV) pode passar anos sem sintomas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 17:16:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[doença neurológica]]></category>
		<category><![CDATA[malformação arteriovenosa]]></category>
		<category><![CDATA[MAV]]></category>
		<category><![CDATA[neurologista]]></category>
		<category><![CDATA[neurologista BH]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento malformação arteriovenosa]]></category>
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					<description><![CDATA[Muitas pessoas chegam ao consultório com uma pergunta muito semelhante: “Doutor, como algo no cérebro pode existir por tantos anos sem causar nenhum sintoma?” Essa dúvida costuma surgir quando o diagnóstico é de Malformação Arteriovenosa cerebral (MAV), uma alteração vascular que, em muitos casos, permanece silenciosa durante décadas. Entender por que isso acontece ajuda a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Muitas pessoas chegam ao consultório com uma pergunta muito semelhante: “Doutor, como algo no cérebro pode existir por tantos anos sem causar nenhum sintoma?” Essa dúvida costuma surgir quando o diagnóstico é de Malformação Arteriovenosa cerebral (MAV), uma alteração vascular que, em muitos casos, permanece silenciosa durante décadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender por que isso acontece ajuda a reduzir a ansiedade do paciente e também a compreender por que o acompanhamento especializado é tão importante.</span></p>
<h5><b>O que é uma Malformação Arteriovenosa cerebral?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">A Malformação Arteriovenosa (MAV) é uma condição vascular congênita. Isso significa que ela está presente desde o nascimento, embora muitas vezes só seja descoberta na vida adulta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No cérebro normal, o sangue segue um caminho organizado:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">artérias → capilares → veias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na MAV, esse fluxo ocorre de forma diferente. Existe uma conexão direta e anormal entre artérias e veias, sem a presença da rede capilar intermediária. Essa comunicação forma um emaranhado de vasos chamado nidus. Esse conjunto vascular recebe sangue arterial em alta pressão e o direciona rapidamente para o sistema venoso, criando uma circulação turbulenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar desta alteração estrutural, o cérebro frequentemente consegue conviver com essa malformação por muito tempo sem apresentar sinais evidentes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><b>Por que a MAV pode ficar anos sem causar sintomas?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem alguns motivos principais para que a MAV permaneça silenciosa durante muitos anos.</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1">
<h6><b>O cérebro possui grande capacidade de adaptação</b></h6>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema nervoso tem uma impressionante capacidade de adaptação. Quando a MAV se desenvolve lentamente, o cérebro pode reorganizar parte da sua circulação ao redor da malformação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse processo permite que o fluxo sanguíneo continue suprindo as áreas cerebrais próximas, evitando déficits neurológicos evidentes por longos períodos.</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1">
<h6><b>A localização da malformação influencia muito</b></h6>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todas as áreas do cérebro produzem sintomas imediatos quando sofrem alterações. Se a MAV estiver localizada em uma região menos sensível do ponto de vista funcional, a pessoa pode não perceber qualquer mudança neurológica por muitos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, quando ela se encontra próxima a áreas responsáveis por fala, movimento ou visão, a probabilidade de surgirem sintomas tende a ser maior.</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1">
<h6><b>Algumas MAVs permanecem estáveis por muito tempo</b></h6>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos pacientes, a malformação mantém dimensões relativamente estáveis ao longo dos anos. Enquanto não há crescimento significativo ou alterações no fluxo sanguíneo, o organismo pode conviver com essa condição sem manifestações clínicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso explica por que algumas MAVs são descobertas de forma incidental, durante exames realizados por outros motivos.</span></p>
<h5><b>Quando a MAV começa a dar sinais?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sendo silenciosa em muitos casos, a Malformação Arteriovenosa pode se manifestar de diferentes formas ao longo da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os sintomas mais frequentes estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dores de cabeça persistentes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crises convulsivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Déficits neurológicos, como perda de força ou alterações na fala</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sangramento cerebral (hemorragia)</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A hemorragia é a manifestação mais temida da MAV. Quando ocorre ruptura de um desses vasos anormais, o sangramento dentro do cérebro pode levar a sintomas súbitos e graves. Em alguns pacientes, infelizmente, o primeiro sinal da malformação pode ser justamente um episódio de hemorragia cerebral.</span></p>
<h5><b>Como a MAV é diagnosticada?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico costuma ser feito por exames de imagem do cérebro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais métodos utilizados estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ressonância magnética</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiotomografia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiografia cerebral</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A angiografia continua sendo um dos exames mais detalhados para avaliar a anatomia da malformação, pois permite visualizar com precisão o fluxo sanguíneo dentro do nidus e suas conexões arteriais e venosas. Essa avaliação é essencial para definir a melhor estratégia terapêutica.</span></p>
<h5><b>O tratamento depende de cada caso</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem toda MAV precisa ser tratada imediatamente. A decisão terapêutica depende de diversos fatores, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tamanho da malformação</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">localização no cérebro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">risco de sangramento</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">idade do paciente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">histórico de sintomas ou hemorragia</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o tratamento é indicado, existem diferentes abordagens possíveis:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Microcirurgia: remoção completa da malformação.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Embolização endovascular: fechamento de vasos anormais por cateterismo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Radiocirurgia: aplicação de radiação altamente focalizada para promover o fechamento progressivo da MAV.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, utilizamos estratégias combinadas, aproveitando as vantagens de cada técnica para alcançar maior segurança e melhores resultados.</span></p>
<h5><b>Informação e acompanhamento fazem a diferença</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de uma malformação vascular cerebral pode gerar insegurança. No entanto, hoje temos recursos diagnósticos avançados e estratégias terapêuticas cada vez mais precisas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A avaliação cuidadosa, realizada por uma equipe experiente em neurocirurgia e doenças cerebrovasculares, permite identificar quando tratar, como tratar e qual abordagem oferece mais segurança para cada paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecimento, planejamento e acompanhamento especializado são fundamentais para lidar com uma condição que, muitas vezes, permanece silenciosa, mas que merece atenção e cuidado adequados.</span></p>
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		<title>É possível se curar da hidrocefalia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 15:15:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[hidrocefalia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento hidrocefalia]]></category>
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					<description><![CDATA[Essa é uma das perguntas que mais escuto no consultório, especialmente de pais, familiares e pacientes recém-diagnosticados. A palavra hidrocefalia costuma gerar medo, insegurança e muitas dúvidas. E a resposta precisa ser clara, honesta e, ao mesmo tempo, acolhedora. Na maioria dos casos, não falamos em cura definitiva da hidrocefalia, mas isso está longe de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Essa é uma das perguntas que mais escuto no consultório, especialmente de pais, familiares e pacientes recém-diagnosticados. A palavra hidrocefalia costuma gerar medo, insegurança e muitas dúvidas. E a resposta precisa ser clara, honesta e, ao mesmo tempo, acolhedora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria dos casos, não falamos em cura definitiva da hidrocefalia, mas isso está longe de significar falta de tratamento ou de qualidade de vida. Hoje, com diagnóstico adequado e acompanhamento especializado, é totalmente possível controlar a condição e levar uma vida ativa, produtiva e plena.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que é a hidrocefalia?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A hidrocefalia ocorre quando há um desequilíbrio entre a produção, circulação e absorção do líquido cefalorraquidiano (líquor), levando ao seu acúmulo nos ventrículos cerebrais. Esse aumento de volume pode causar dilatação das cavidades do cérebro e elevação da pressão intracraniana, afetando funções neurológicas importantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela pode surgir em diferentes fases da vida, desde o período neonatal até a idade adulta ou avançada, e pode estar associada a malformações congênitas, tumores cerebrais, AVC, infecções, hemorragias ou processos inflamatórios.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Por que nem sempre existe uma “cura”?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos pacientes, a causa da hidrocefalia não pode ser completamente eliminada. Por isso, o foco do tratamento é controlar o acúmulo do líquor, aliviar a pressão sobre o cérebro e preservar, ou recuperar, a função neurológica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É aqui que entram os grandes avanços da neurocirurgia moderna.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tratamentos que permitem controle e qualidade de vida</b></h3>
<p><b>Implante de válvula (shunt)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema de derivação ventricular, conhecido como válvula ou shunt, é um dos tratamentos mais utilizados. Ele drena o excesso de líquor do cérebro para outra cavidade do corpo, geralmente o abdômen, onde o líquido é absorvido naturalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com acompanhamento adequado, muitos pacientes vivem por décadas com a válvula, mantendo excelente qualidade de vida, trabalhando, estudando e realizando suas atividades normalmente.</span></p>
<p><b>Terceiro ventriculostomia endoscópica (TVE)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A TVE é uma técnica minimamente invasiva que cria uma nova via de circulação do líquor dentro do próprio cérebro, sem a necessidade de implantar uma válvula. Ela é indicada em casos selecionados e representa um avanço importante da tecnologia neurocirúrgica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando bem indicada, a TVE pode oferecer controle duradouro da hidrocefalia, com menos dependência de dispositivos externos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A importância do acompanhamento individualizado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada paciente com hidrocefalia é único. A escolha do tratamento depende da causa, da idade, da anatomia cerebral e da evolução clínica. Por isso, a decisão deve ser sempre personalizada, baseada em exames de imagem precisos, avaliação clínica detalhada e discussão multidisciplinar quando necessário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha trajetória como neurocirurgião, professor e pesquisador, acompanhei centenas de pacientes que transformaram um diagnóstico assustador em uma história de adaptação, autonomia e esperança.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Informação, confiança e esperança caminham juntas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de hidrocefalia não significa perder o controle da própria vida. Significa iniciar um caminho de cuidado contínuo, sustentado por ciência, tecnologia e uma relação de confiança entre médico, paciente e família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tratamento adequado e seguimento regular, é possível viver bem com hidrocefalia. E essa é uma mensagem que faço questão de reforçar todos os dias no consultório e na formação de novos profissionais.</span></p>
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