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	<title>Uncategorized | Dr. Marcos</title>
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	<title>Uncategorized | Dr. Marcos</title>
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	<item>
		<title>E se a sua coriza for perda de líquido cerebral? Conheça a fístula liquórica espontânea</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 18:19:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[fistula liquórica]]></category>
		<category><![CDATA[liquido cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando pensamos em coriza, geralmente associamos o sintoma a um resfriado, rinite ou sinusite. Em algumas situações, porém, a saída persistente de um líquido transparente pelo nariz ou pelo ouvido pode ter outra origem: um vazamento de líquido cefalorraquidiano, também chamado de líquor. A fístula liquórica espontânea merece atenção porque pode surgir mesmo sem histórico [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando pensamos em coriza, geralmente associamos o sintoma a um resfriado, rinite ou sinusite. Em algumas situações, porém, a saída persistente de um líquido transparente pelo nariz ou pelo ouvido pode ter outra origem: um vazamento de líquido cefalorraquidiano, também chamado de líquor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fístula liquórica espontânea merece atenção porque pode surgir mesmo sem histórico de trauma, cirurgia ou procedimento na região. Como neurocirurgião, considero importante reconhecer seus sinais para que a investigação e o tratamento sejam realizados adequadamente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que é uma fístula liquórica espontânea?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O líquido cefalorraquidiano (LCR), ou líquor, é um fluido que circula ao redor do cérebro e da medula espinhal, ajudando a protegê-los e a manter condições adequadas para o funcionamento do sistema nervoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse líquido é separado das cavidades do nariz e dos ouvidos por estruturas ósseas e membranas que formam a base do crânio. Quando existe uma pequena falha nessas estruturas, o líquor pode encontrar um caminho para fora do compartimento intracraniano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando esse vazamento acontece sem uma causa traumática ou cirurgia prévia, chamamos de fístula liquórica espontânea.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Por que esse vazamento pode acontecer?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem diferentes mecanismos envolvidos. Em alguns pacientes, há uma alteração estrutural na base do crânio que facilita a formação da fístula.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outros casos, o vazamento pode estar relacionado ao aumento persistente da pressão intracraniana. A pressão elevada pode exercer força sobre áreas mais frágeis da base do crânio, favorecendo a formação de pequenas falhas por onde o líquor pode escapar. Por isso, identificar a causa do vazamento é uma etapa importante para definir o tratamento e reduzir o risco de recorrência.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como diferenciar o líquor de uma coriza comum?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais sinais de alerta é a saída de líquido muito claro e aquoso pelo nariz, especialmente quando ocorre de maneira persistente, geralmente de um lado só, e sem os sintomas típicos de uma infecção respiratória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O líquido também pode apresentar características que ajudam na investigação, como aumento da saída ao inclinar a cabeça ou realizar determinados esforços. Quando o vazamento ocorre pelo ouvido, também pode haver saída de líquido claro pelo canal auditivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar que a aparência do líquido, sozinha, não permite confirmar o diagnóstico. Uma secreção nasal transparente pode ter diversas causas, e a confirmação de uma fístula liquórica depende de avaliação especializada e exames apropriados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>A dor de cabeça também pode ser um sinal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dor de cabeça é outro sintoma que merece atenção, principalmente quando apresenta características diferentes das dores habituais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos de perda de líquor, a dor pode apresentar caráter postural, piorando quando a pessoa fica em pé e melhorando ao deitar. Outros pacientes podem apresentar dor de cabeça associada a náuseas, alterações visuais ou sensação de pressão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A apresentação clínica varia bastante. Por isso, a combinação entre os sintomas, o exame médico e os exames de imagem é fundamental para chegar ao diagnóstico.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como faço a investigação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando existe suspeita de fístula liquórica, procuro primeiro entender detalhadamente a história clínica: quando os sintomas começaram, como é a secreção, se houve trauma ou cirurgia anterior e quais características acompanham a dor de cabeça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A investigação pode envolver exames de imagem específicos, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, que ajudam a identificar alterações na base do crânio e possíveis pontos de vazamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em determinadas situações, exames laboratoriais da secreção podem ajudar a confirmar se o líquido é realmente líquor. Técnicas de imagem mais específicas também podem ser utilizadas quando o local exato da fístula não está claro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Qual é o tratamento?</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento depende da localização do vazamento, da causa, da intensidade dos sintomas e das características anatômicas de cada paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos selecionados, pode haver indicação de acompanhamento ou medidas conservadoras. Quando existe um defeito persistente ou uma fístula com maior risco de complicações, pode ser necessário realizar uma correção cirúrgica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, muitos defeitos da base do crânio podem ser tratados por técnicas endoscópicas, utilizando o acesso pelo nariz para reparar a região responsável pelo vazamento. A escolha da técnica depende da anatomia e da localização da fístula.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando há aumento da pressão intracraniana associado ao vazamento, essa condição também precisa ser investigada e tratada. Caso contrário, existe maior possibilidade de o problema voltar após a correção.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Por que não devemos ignorar uma possível fístula?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O líquor funciona como uma barreira importante entre o sistema nervoso central e o ambiente externo. Quando existe uma comunicação anormal entre essas estruturas, aumenta o risco de entrada de microrganismos e, consequentemente, de meningite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, uma secreção nasal ou auricular clara e persistente, especialmente quando acompanhada de dor de cabeça com características incomuns, merece investigação médica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quando procurar avaliação especializada?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você apresenta uma saída persistente de líquido transparente pelo nariz ou ouvido, principalmente de forma unilateral, ou uma dor de cabeça que apresenta relação clara com a posição do corpo, é importante buscar avaliação médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fístula liquórica espontânea é uma condição incomum e pode passar despercebida por algum tempo. O reconhecimento dos sinais, a investigação adequada e a identificação da causa permitem definir a estratégia mais segura para cada paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em neurocirurgia, cada caso exige uma análise individualizada. Quando existe suspeita de um vazamento de líquor, investigar corretamente é o primeiro passo para proteger o cérebro e prevenir complicações.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O cigarro é o acelerador número 1 para a ruptura de aneurismas</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/08/24/o-cigarro-e-o-acelerador-numero-1-para-a-ruptura-de-aneurismas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 16:36:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[aneurisma]]></category>
		<category><![CDATA[tabagismo]]></category>
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					<description><![CDATA[O Dia Mundial de Combate ao Fumo é uma oportunidade importante para falar sobre um risco que muitas pessoas desconhecem: a relação direta entre o tabagismo e os aneurismas cerebrais. Ao longo da minha atuação como neurocirurgião vascular, acompanho pacientes que descobrem um aneurisma de forma inesperada e se perguntam quais fatores podem aumentar o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O Dia Mundial de Combate ao Fumo é uma oportunidade importante para falar sobre um risco que muitas pessoas desconhecem: a relação direta entre o tabagismo e os aneurismas cerebrais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha atuação como neurocirurgião vascular, acompanho pacientes que descobrem um aneurisma de forma inesperada e se perguntam quais fatores podem aumentar o risco de ruptura. Entre todos os fatores modificáveis, o cigarro ocupa um dos primeiros lugares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parar de fumar é uma das medidas mais importantes para proteger os vasos sanguíneos do cérebro e reduzir a chance de uma hemorragia potencialmente grave.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como o cigarro afeta os vasos sanguíneos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada cigarro libera substâncias tóxicas que provocam inflamação, lesam a parede dos vasos e favorecem alterações na circulação sanguínea. Com o passar dos anos, esse processo enfraquece a estrutura das artérias e contribui para a formação e o crescimento dos aneurismas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o tabagismo aumenta o estresse sobre a parede vascular, tornando essas dilatações mais vulneráveis à ruptura.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Por que o risco de ruptura aumenta?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversos estudos mostram que fumantes apresentam um risco significativamente maior de desenvolver aneurismas e, principalmente, de sofrer uma hemorragia causada por sua ruptura. Estima-se que pessoas que fumam tenham entre quatro e dez vezes mais chances de apresentar esse tipo de sangramento quando comparadas aos não fumantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um aneurisma cerebral se rompe, ocorre uma hemorragia subaracnoide, uma emergência neurológica que exige atendimento imediato e pode deixar sequelas permanentes ou colocar a vida em risco.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quem deve ter atenção redobrada?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cuidado deve ser ainda maior para pessoas que apresentam outros fatores de risco, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Histórico familiar de aneurisma cerebral;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Hipertensão arterial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idade acima dos 40 anos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tabagismo de longa duração;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Associação entre cigarro e consumo excessivo de álcool.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, a avaliação especializada permite identificar fatores individuais e definir a necessidade de investigação por exames de imagem.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Parar de fumar ainda faz diferença?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. Independentemente do tempo de tabagismo, interromper o uso do cigarro reduz progressivamente os danos aos vasos sanguíneos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora um aneurisma já existente exija acompanhamento específico, abandonar o tabagismo diminui o risco de crescimento da lesão, reduz a probabilidade de ruptura e beneficia toda a saúde cardiovascular. Essa decisão também reduz o risco de AVC, infarto e diversas outras doenças associadas ao cigarro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Prevenção também faz parte do tratamento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em aneurismas, o tratamento vai muito além da cirurgia ou da embolização. Controlar a pressão arterial, abandonar o cigarro, manter hábitos saudáveis e realizar acompanhamento médico quando indicado são medidas que ajudam a reduzir riscos e preservar a saúde cerebral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião vascular, acredito que informação e prevenção caminham lado a lado. Muitas complicações graves podem ser evitadas quando identificamos os fatores de risco precocemente e atuamos antes que uma ruptura aconteça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você fuma, possui histórico familiar de aneurisma ou já recebeu esse diagnóstico, procure uma avaliação especializada. Cada caso deve ser analisado de forma individualizada para que a estratégia de acompanhamento ou tratamento ofereça a maior segurança possível.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>AVC hemorrágico: é possível que o cérebro &#8220;volte ao normal&#8221;?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 16:46:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[avc]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico avc]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento AVC]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das perguntas que mais escuto de pacientes e familiares após um AVC hemorrágico é: &#8220;O cérebro pode voltar ao normal?&#8221; A resposta depende de diversos fatores, como a extensão do sangramento, a região afetada, a rapidez do atendimento e o início da reabilitação. Embora as células cerebrais destruídas pelo sangramento não se regenerem, isso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Uma das perguntas que mais escuto de pacientes e familiares após um AVC hemorrágico é: &#8220;O cérebro pode voltar ao normal?&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta depende de diversos fatores, como a extensão do sangramento, a região afetada, a rapidez do atendimento e o início da reabilitação. Embora as células cerebrais destruídas pelo sangramento não se regenerem, isso não significa que a recuperação esteja limitada. O cérebro possui uma capacidade extraordinária de adaptação, conhecida como neuroplasticidade, que pode devolver funções importantes ao paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que acontece durante um AVC hemorrágico?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe dentro do cérebro, provocando sangramento no tecido cerebral ou ao seu redor. Além da interrupção do funcionamento normal da região afetada, o sangue exerce pressão sobre o cérebro e desencadeia uma série de alterações inflamatórias. Como consequência, parte das células nervosas pode sofrer danos irreversíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo da localização do sangramento, o paciente pode apresentar perda de força, alterações da fala, dificuldades de equilíbrio, problemas de memória ou alterações cognitivas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>As células cerebrais podem se regenerar?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As células que morreram em decorrência do AVC não são substituídas por novas células capazes de desempenhar exatamente a mesma função. Entretanto, isso não significa que a recuperação seja impossível. O cérebro possui mecanismos que permitem reorganizar suas conexões, fortalecendo circuitos já existentes e criando novas formas de executar determinadas funções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente essa capacidade de reorganização que explica por que muitos pacientes conseguem recuperar movimentos, linguagem e autonomia ao longo dos meses.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que é a neuroplasticidade?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de modificar sua estrutura e seu funcionamento em resposta às necessidades do organismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um AVC, áreas saudáveis podem assumir, parcial ou totalmente, funções antes desempenhadas pela região lesionada. Esse processo ocorre gradualmente e depende de estímulos adequados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais direcionada for a reabilitação, maiores são as chances de o cérebro desenvolver novas conexões eficientes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>A importância da reabilitação precoce</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento não termina quando o paciente recebe alta hospitalar. A fase de reabilitação é uma das etapas mais importantes para recuperar qualidade de vida. Fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, neuropsicologia e acompanhamento médico especializado trabalham em conjunto para estimular o cérebro durante esse período de adaptação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada exercício realizado contribui para fortalecer novas conexões neurais e favorecer a recuperação funcional.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quais fatores influenciam a recuperação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A evolução após um AVC hemorrágico varia de pessoa para pessoa, mas entre os principais fatores que influenciam o prognóstico estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A extensão do sangramento.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A região cerebral afetada.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A idade do paciente.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A rapidez do atendimento inicial.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O controle das doenças associadas, como hipertensão e diabetes.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A adesão ao programa de reabilitação.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses elementos ajudam a determinar o potencial de recuperação e orientam o planejamento terapêutico.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Existe esperança após um AVC hemorrágico</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha experiência como neurocirurgião, acompanhei inúmeros pacientes que conseguiram recuperar funções importantes graças ao tratamento adequado e à reabilitação intensiva. Cada caso apresenta desafios próprios, mas a medicina evoluiu significativamente tanto no manejo da fase aguda quanto nas estratégias de recuperação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico precoce, o tratamento especializado e uma reabilitação bem conduzida permitem que muitos pacientes retomem atividades, recuperem independência e conquistem uma qualidade de vida muito superior àquela imaginada logo após o AVC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, diante de um AVC hemorrágico, o mais importante é agir rapidamente e iniciar o tratamento o quanto antes. Cada minuto faz diferença na preservação do cérebro e cada etapa da recuperação representa uma nova oportunidade para explorar todo o potencial da neuroplasticidade.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Descompressão microvascular: quando a cirurgia pode devolver qualidade de vida a quem convive com a neuralgia do trigêmeo</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/07/24/descompressao-microvascular-quando-a-cirurgia-pode-devolver-qualidade-de-vida-a-quem-convive-com-a-neuralgia-do-trigemeo/</link>
					<comments>https://marcosdellaretti.com.br/2026/07/24/descompressao-microvascular-quando-a-cirurgia-pode-devolver-qualidade-de-vida-a-quem-convive-com-a-neuralgia-do-trigemeo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:06:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[descompressão microvascular]]></category>
		<category><![CDATA[neuralgia do trigêmeo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[A neuralgia do trigêmeo é considerada uma das dores mais intensas que uma pessoa pode sentir. Muitos pacientes descrevem as crises como choques elétricos repentinos no rosto, capazes de dificultar atividades simples, como falar, escovar os dentes, comer ou até sentir o vento tocar a pele. Embora o tratamento inicial seja feito com medicamentos, eles [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A neuralgia do trigêmeo é considerada uma das dores mais intensas que uma pessoa pode sentir. Muitos pacientes descrevem as crises como choques elétricos repentinos no rosto, capazes de dificultar atividades simples, como falar, escovar os dentes, comer ou até sentir o vento tocar a pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o tratamento inicial seja feito com medicamentos, eles nem sempre conseguem controlar a dor por tempo prolongado. Quando isso acontece, a descompressão microvascular pode ser a melhor alternativa para tratar a causa do problema.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que causa a neuralgia do trigêmeo?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria dos casos, a neuralgia do trigêmeo acontece porque um vaso sanguíneo comprime continuamente o nervo trigêmeo na sua saída do tronco cerebral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa compressão provoca um desgaste da camada protetora do nervo (mielina), favorecendo a transmissão inadequada dos impulsos nervosos e desencadeando crises de dor extremamente intensas. Identificar essa causa é fundamental para definir o tratamento mais adequado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando a cirurgia é indicada?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre avalio cada paciente de forma individualizada. A descompressão microvascular costuma ser indicada quando:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os medicamentos deixam de controlar a dor;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">doses elevadas passam a causar efeitos colaterais importantes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">as crises se tornam frequentes e incapacitantes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os exames mostram a compressão do nervo por um vaso sanguíneo.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas situações, a cirurgia pode oferecer um controle muito mais duradouro dos sintomas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como funciona a descompressão microvascular?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da cirurgia é eliminar a causa da dor. Por meio de uma pequena abertura atrás da orelha, alcanço a região onde o nervo trigêmeo emerge do cérebro. Utilizando microscopia cirúrgica e técnicas de alta precisão, identifico o vaso responsável pela compressão e o afasto cuidadosamente do nervo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre eles é colocado um pequeno material biocompatível que impede um novo contato, preservando tanto o nervo quanto o vaso sanguíneo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente de outros tratamentos que atuam lesionando parcialmente o nervo, a descompressão microvascular busca preservar sua função.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quais são as vantagens desse tratamento?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando bem indicada, essa técnica oferece diversos benefícios, entre eles estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">alívio imediato da dor em grande parte dos pacientes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">altas taxas de controle da neuralgia a longo prazo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">preservação da sensibilidade da face;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">menor necessidade do uso contínuo de medicamentos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses resultados fazem da descompressão microvascular o tratamento cirúrgico considerado padrão-ouro para pacientes com compressão vascular do nervo trigêmeo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Nem todo paciente precisa da mesma abordagem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem outras opções de tratamento para a neuralgia do trigêmeo, como procedimentos percutâneos e radiocirurgia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha depende de fatores como idade, condições clínicas, intensidade da dor, exames de imagem e características anatômicas de cada caso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, uma avaliação especializada é indispensável para definir qual estratégia oferece mais segurança e melhores resultados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O diagnóstico correto faz toda a diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Conviver com dores intensas no rosto não deve ser considerado normal, e quando existe compressão vascular do nervo trigêmeo, tratar apenas os sintomas pode não ser suficiente. Em muitos casos, é possível atuar diretamente na origem do problema e proporcionar uma melhora significativa da qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião, meu compromisso é oferecer uma avaliação criteriosa, utilizando tecnologia, experiência e planejamento individualizado para indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title></title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 00:35:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[glioblastoma.]]></category>
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					<description><![CDATA[O tratamento do glioblastoma evoluiu muito nos últimos anos, principalmente graças ao desenvolvimento de tecnologias que tornam a cirurgia mais precisa e segura. Entre elas, uma das que mais contribui para melhores resultados é a cirurgia guiada por fluorescência. Essa técnica me permite identificar com maior clareza os limites do tumor durante o procedimento, aumentando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento do glioblastoma evoluiu muito nos últimos anos, principalmente graças ao desenvolvimento de tecnologias que tornam a cirurgia mais precisa e segura. Entre elas, uma das que mais contribui para melhores resultados é a cirurgia guiada por fluorescência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa técnica me permite identificar com maior clareza os limites do tumor durante o procedimento, aumentando as chances de uma ressecção mais completa e preservando o tecido cerebral saudável.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O desafio de remover um glioblastoma</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O glioblastoma é um dos tumores cerebrais mais agressivos e infiltrativos. Diferentemente de outros tumores, ele não apresenta uma separação nítida entre a lesão e o cérebro normal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa que, durante a cirurgia, nem sempre é possível identificar apenas pela aparência onde termina o tumor e onde começa o tecido saudável. Encontrar esse equilíbrio é um dos maiores desafios da neurocirurgia: retirar o máximo possível da doença sem comprometer funções importantes, como fala, movimentos, memória ou visão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como funciona a cirurgia guiada por fluorescência?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da cirurgia, o paciente recebe uma substância específica, como o 5-ALA ou, em alguns casos, fluoresceína.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses compostos são absorvidos preferencialmente pelas células do glioblastoma. Durante o procedimento, utilizo um microscópio cirúrgico equipado com filtros especiais que fazem essas células emitirem fluorescência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, o tumor &#8220;brilha&#8221; sob uma luz específica, permitindo uma diferenciação muito mais precisa entre o tecido comprometido e o cérebro preservado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quais são os benefícios dessa tecnologia?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A fluorescência oferece uma importante vantagem durante a cirurgia: ampliar a capacidade de identificar áreas tumorais que poderiam passar despercebidas na visualização convencional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais benefícios estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">maior taxa de remoção do tumor;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">preservação das áreas cerebrais responsáveis por funções essenciais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">planejamento cirúrgico mais preciso;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">possibilidade de melhores resultados no tratamento associado à radioterapia e à quimioterapia.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversos estudos demonstram que uma ressecção mais extensa do glioblastoma está associada a melhores desfechos clínicos e maior tempo de controle da doença.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A tecnologia faz parte de uma estratégia completa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser um recurso extremamente valioso, a fluorescência é apenas uma das ferramentas utilizadas durante a cirurgia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada caso exige uma análise individualizada. A localização do tumor, os exames de imagem, a avaliação neurológica e o planejamento cirúrgico são fundamentais para definir a melhor estratégia para cada paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando necessário, também associamos outras tecnologias, como neuronavegação, monitorização neurofisiológica intraoperatória e técnicas de mapeamento cerebral.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O objetivo sempre é oferecer o tratamento mais seguro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A incorporação de tecnologias modernas tem transformado a neurocirurgia e ampliado as possibilidades de tratamento para pacientes com glioblastoma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião dedicado ao tratamento de tumores cerebrais, procuro utilizar recursos que aumentem a precisão cirúrgica e contribuam para melhores resultados, sempre priorizando a preservação da qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada paciente possui características próprias e merece um planejamento individualizado. A combinação entre experiência, tecnologia e uma avaliação criteriosa é o que permite oferecer um tratamento cada vez mais seguro e eficiente.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Embolização pré-cirúrgica do paraganglioma: como essa estratégia pode reduzir o sangramento em tumores altamente vascularizados</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/06/22/embolizacao-pre-cirurgica-do-paraganglioma-como-essa-estrategia-pode-reduzir-o-sangramento-em-tumores-altamente-vascularizados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:13:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico de paraganglioma]]></category>
		<category><![CDATA[embolização]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma de jugular]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma do corpo carotídeo]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento paraganglioma]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falamos em paragangliomas, especialmente os localizados na cabeça e no pescoço, existe uma característica que sempre exige atenção no planejamento cirúrgico: a alta vascularização desses tumores. Paragangliomas costumam receber grande fluxo sanguíneo através de múltiplos vasos arteriais. Isso significa que a cirurgia pode envolver risco aumentado de sangramento, principalmente em lesões maiores ou localizadas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em paragangliomas, especialmente os localizados na cabeça e no pescoço, existe uma característica que sempre exige atenção no planejamento cirúrgico: a alta vascularização desses tumores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Paragangliomas costumam receber grande fluxo sanguíneo através de múltiplos vasos arteriais. Isso significa que a cirurgia pode envolver risco aumentado de sangramento, principalmente em lesões maiores ou localizadas próximas a estruturas nobres, como artérias carótidas, nervos cranianos e base do crânio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é justamente nesse contexto que a embolização pré-cirúrgica se torna uma estratégia importante.</span></p>
<h3><b>O que é a embolização pré-cirúrgica?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A embolização é um procedimento endovascular realizado antes da cirurgia com o objetivo de reduzir o fluxo sanguíneo que alimenta o tumor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o procedimento, um cateter é introduzido pelos vasos sanguíneos até alcançar as artérias responsáveis pela irrigação do paraganglioma. Em seguida, materiais específicos são utilizados para bloquear parcial ou totalmente esses vasos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso reduz significativamente o aporte sanguíneo tumoral antes da ressecção cirúrgica.</span></p>
<h3><b>Por que essa estratégia é tão importante?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tumores hipervascularizados podem dificultar a visualização anatômica durante a cirurgia e aumentar o risco de complicações intraoperatórias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao diminuir o sangramento, a embolização oferece algumas vantagens importantes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">melhora da visibilidade cirúrgica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">redução da perda sanguínea;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">menor necessidade de transfusões;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">maior segurança na dissecção de nervos e vasos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">possibilidade de ressecção mais precisa;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">potencial redução do tempo cirúrgico.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, a embolização ajuda a transformar uma cirurgia extremamente complexa em um procedimento mais controlado e previsível.</span></p>
<h3><b>Quais paragangliomas costumam se beneficiar?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais exemplos são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">paraganglioma do corpo carotídeo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">glomus jugular;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">glomus vagal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tumores paraganglionares da base do crânio.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A indicação depende de fatores como tamanho da lesão, padrão vascular, localização anatômica e relação com vasos importantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todos os casos precisam de embolização, e essa decisão deve ser individualizada após avaliação detalhada dos exames de imagem.</span></p>
<h3><b>Como é feito o planejamento?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O planejamento começa com exames que permitem estudar cuidadosamente a anatomia vascular do tumor, principalmente a angiotomografia, angiorressonância e angiografia cerebral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses exames ajudam a identificar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">quais artérias irrigam o tumor;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o grau de vascularização;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a proximidade com estruturas críticas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o risco cirúrgico individual.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse entendimento detalhado da angioarquitetura tumoral é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica.</span></p>
<h3><b>A embolização substitui a cirurgia?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. Na maioria dos casos, a embolização funciona como uma etapa complementar ao tratamento cirúrgico, onde o objetivo principal continua sendo a remoção segura do tumor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A embolização prepara o cenário para que a cirurgia aconteça com menor risco e maior controle técnico.</span></p>
<h3><b>Tecnologia e estratégia caminham juntas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na neurocirurgia moderna, o sucesso do tratamento depende muito mais do planejamento do que apenas da execução técnica isolada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Procedimentos como a embolização pré-operatória mostram como a integração entre neurocirurgia, neurorradiologia intervencionista e tecnologia avançada pode trazer mais segurança ao paciente e melhores resultados funcionais. Em tumores raros e altamente vascularizados, cada detalhe faz diferença no desfecho final.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Cirurgia ou radiocirurgia? Minha análise técnica para definir a melhor conduta em casos de metástase cerebral</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/06/08/cirurgia-ou-radiocirurgia-minha-analise-tecnica-para-definir-a-melhor-conduta-em-casos-de-metastase-cerebral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 18:15:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[radiocirurgia]]></category>
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					<description><![CDATA[Receber o diagnóstico de metástase cerebral costuma trazer muitas dúvidas, e uma das mais frequentes no consultório é: “Qual é o melhor tratamento: cirurgia ou radiocirurgia?”. A resposta exige uma análise individualizada e técnica. Hoje, felizmente, contamos com recursos avançados que permitem tratar muitas lesões cerebrais com alta precisão, preservando estruturas importantes do cérebro e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de metástase cerebral costuma trazer muitas dúvidas, e uma das mais frequentes no consultório é: “Qual é o melhor tratamento: cirurgia ou radiocirurgia?”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta exige uma análise individualizada e técnica. Hoje, felizmente, contamos com recursos avançados que permitem tratar muitas lesões cerebrais com alta precisão, preservando estruturas importantes do cérebro e priorizando qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A definição da melhor estratégia depende de diversos fatores, como tamanho da lesão, localização, quantidade de metástases, sintomas apresentados e condições clínicas do paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que são metástases cerebrais?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As metástases cerebrais acontecem quando células de um câncer originado em outra parte do corpo se disseminam para o cérebro. Elas podem surgir em pacientes com câncer de pulmão, mama, melanoma, rim, entre outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sintomas variam conforme a região afetada e podem incluir:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dor de cabeça persistente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Convulsões</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fraqueza em braços ou pernas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações da fala</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mudanças cognitivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Desequilíbrio</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações visuais</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, o diagnóstico precoce permite tratamentos menos invasivos e melhores resultados funcionais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quando a cirurgia é indicada?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cirurgia continua tendo um papel extremamente importante no tratamento das metástases cerebrais, principalmente em situações específicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Costumo indicar abordagem cirúrgica quando o paciente apresenta:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lesões maiores</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Compressão importante do cérebro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Edema cerebral significativo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumento da pressão intracraniana</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Necessidade de diagnóstico histológico</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sintomas neurológicos importantes e progressivos</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, a cirurgia é necessária de forma mais rápida para aliviar o efeito compressivo causado pelo tumor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é que a retirada da lesão pode proporcionar melhora neurológica significativa e reduzir sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, utilizamos técnicas modernas de neuronavegação, microscopia cirúrgica e monitorização intraoperatória, que tornam os procedimentos mais seguros e precisos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que é radiocirurgia?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A radiocirurgia é uma das maiores evoluções no tratamento neuro-oncológico das últimas décadas e, apesar do nome, ela não envolve cortes, trata-se de uma técnica altamente precisa que utiliza feixes concentrados de radiação para atingir a lesão cerebral, preservando ao máximo o tecido saudável ao redor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, a radiocirurgia é considerada padrão-ouro para muitos pacientes com metástases cerebrais pequenas ou em número limitado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as principais vantagens estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tratamento não invasivo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ausência de cortes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Não necessidade de anestesia geral na maioria dos casos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Recuperação rápida</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Menor tempo de internação</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alta precisão terapêutica</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos pacientes, o tratamento é realizado em sessão única ou em poucas aplicações.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como eu defino a melhor conduta?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, não existe fórmula pronta, cada caso exige avaliação cuidadosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Minha análise considera principalmente:</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Tamanho da lesão</b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Lesões maiores geralmente provocam mais edema e compressão cerebral, podendo exigir cirurgia.</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Número de metástases</b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Pacientes com poucas lesões costumam ter excelentes resultados com radiocirurgia.</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Localização</b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas áreas cerebrais são mais delicadas e podem se beneficiar de tratamentos menos invasivos.</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Estado clínico do paciente</b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Idade, condição funcional, tipo do câncer primário e controle da doença sistêmica influenciam diretamente a decisão.</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Objetivos terapêuticos</b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, o foco principal é o controle local da doença, em outros, priorizamos alívio rápido dos sintomas ou preservação neurológica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Cirurgia e radiocirurgia podem ser complementares?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, e isso é muito comum. Em diversos pacientes, realizamos cirurgia para retirada da lesão principal e, posteriormente, utilizamos radiocirurgia para tratar áreas residuais ou outras pequenas metástases. Essa combinação permite controle mais eficaz da doença com menor impacto cognitivo quando comparado à radioterapia cerebral total tradicional.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>A tecnologia mudou completamente o cenário</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, os avanços em imagem, planejamento terapêutico e precisão dos equipamentos transformaram o tratamento das metástases cerebrais, e hoje conseguimos tratar lesões milimétricas com extrema precisão, reduzindo riscos e ampliando possibilidades terapêuticas mesmo em casos complexos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a integração entre neurocirurgia, oncologia, radioterapia e neurorradiologia permite decisões multidisciplinares mais seguras e personalizadas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Informação e individualização fazem diferença</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um paciente recebe o diagnóstico de metástase cerebral, é natural que exista medo e insegurança, mas a medicina evoluiu de maneira muito significativa nessa área.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, temos recursos modernos capazes de oferecer controle da doença, preservação neurológica e melhor qualidade de vida em muitos casos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, minha principal orientação é: cada paciente precisa de uma avaliação individualizada, baseada em critérios técnicos, experiência da equipe e planejamento cuidadoso. A melhor conduta é aquela construída especificamente para a realidade clínica de cada pessoa.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>O que é o Paraganglioma de Corpo Carotídeo? Um guia simples para entender esse tumor raro</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/05/27/o-que-e-o-paraganglioma-de-corpo-carotideo-um-guia-simples-para-entender-esse-tumor-raro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:47:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico de paraganglioma]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma do corpo carotídeo]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo da minha prática em neurocirurgia, alguns diagnósticos geram dúvidas imediatas pela própria raridade. O paraganglioma de corpo carotídeo é um desses casos. Apesar do nome pouco familiar, entender o que ele é e como se comporta ajuda a reduzir a insegurança e a tomar decisões mais seguras. O que é o paraganglioma de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha prática em neurocirurgia, alguns diagnósticos geram dúvidas imediatas pela própria raridade. O paraganglioma de corpo carotídeo é um desses casos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome pouco familiar, entender o que ele é e como se comporta ajuda a reduzir a insegurança e a tomar decisões mais seguras.</span></p>
<h3><b>O que é o paraganglioma de corpo carotídeo?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O paraganglioma de corpo carotídeo é um tumor neuroendócrino raro que se desenvolve na bifurcação da artéria carótida, o ponto onde ela se divide em carótida interna e externa, responsável por levar sangue ao cérebro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na grande maioria dos casos, trata-se de uma lesão benigna, com crescimento lento e comportamento controlável ao longo do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, sua localização exige atenção especial.</span></p>
<h3><b>Por que a localização é tão importante?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O corpo carotídeo está situado em uma região extremamente delicada do pescoço, cercado por estruturas nobres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das artérias carótidas, que são fundamentais para a circulação cerebral, há também nervos importantes que controlam funções como fala, deglutição e movimentos da face.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o tumor cresce, ele pode se envolver com essas estruturas, o que torna qualquer intervenção mais complexa do ponto de vista técnico.</span></p>
<h3><b>Quais são os sintomas mais comuns?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos pacientes percebem inicialmente uma massa indolor no pescoço, que cresce lentamente ao longo do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros sintomas podem surgir dependendo do tamanho e da relação do tumor com nervos e vasos, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sensação de pulsação no local</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Zumbido pulsátil</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rouquidão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade para engolir</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, o diagnóstico ocorre de forma incidental, durante exames de imagem realizados por outros motivos.</span></p>
<h3><b>Como é feito o diagnóstico?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico envolve uma combinação de avaliação clínica e exames de imagem, como ultrassonografia com Doppler, tomografia e ressonância magnética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses exames permitem entender não apenas a presença do tumor, mas principalmente sua relação com as estruturas ao redor, um fator essencial para o planejamento do tratamento.</span></p>
<h3><b>Quando tratar e quais são as opções?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão de tratar um paraganglioma de corpo carotídeo depende de diversos fatores: tamanho, crescimento, sintomas e condições clínicas do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cirurgia é o tratamento mais comum, especialmente em tumores que estão em crescimento ou causando sintomas. No entanto, por se tratar de uma região delicada, o planejamento cirúrgico precisa ser extremamente cuidadoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações selecionadas, a radiocirurgia pode ser considerada como alternativa ou complemento, especialmente quando o risco cirúrgico é elevado.</span></p>
<h3><b>Por que a experiência da equipe faz diferença?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse é um tipo de tumor que exige abordagem multidisciplinar e experiência técnica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conhecimento detalhado da anatomia, o uso de tecnologias modernas e o planejamento individualizado são fundamentais para reduzir riscos e preservar funções importantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso impacta diretamente na segurança do procedimento e na qualidade de vida do paciente após o tratamento.</span></p>
<h3><b>Uma condição rara, mas tratável</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de um tumor raro naturalmente gera preocupação. No entanto, com avaliação adequada e acompanhamento especializado, é possível conduzir esses casos com segurança e bons resultados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A informação de qualidade é uma das principais ferramentas nesse processo, ela permite compreender o cenário com mais clareza e participar ativamente das decisões sobre o tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Por que os meningiomas afetam 3 vezes mais mulheres do que homens?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 21:30:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[meningioma]]></category>
		<category><![CDATA[meningiomas]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento meningioma]]></category>
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					<description><![CDATA[Essa é uma observação consistente que chama atenção: os meningiomas são significativamente mais frequentes em mulheres. Em média, eles ocorrem duas a três vezes mais no público feminino do que no masculino. Essa diferença não é aleatória, ela tem uma base biológica bem definida e relevante para o entendimento da doença. O papel dos hormônios [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Essa é uma observação consistente que chama atenção: os meningiomas são significativamente mais frequentes em mulheres. Em média, eles ocorrem duas a três vezes mais no público feminino do que no masculino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa diferença não é aleatória, ela tem uma base biológica bem definida e relevante para o entendimento da doença.</span></p>
<p><b>O papel dos hormônios femininos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal explicação para essa maior incidência está na influência dos hormônios sexuais femininos, especialmente a progesterona.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria dos meningiomas apresenta receptores hormonais em sua superfície, o que significa que essas células tumorais podem responder diretamente aos estímulos hormonais do organismo. Em um ambiente onde há maior exposição à progesterona, como ocorre naturalmente nas mulheres, há um estímulo potencial para o crescimento dessas lesões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse comportamento ajuda a explicar por que, em alguns casos, o tumor pode apresentar variações de crescimento ao longo da vida, especialmente em fases de maior atividade hormonal.</span></p>
<p><b>O que observamos na prática clínica</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No consultório, essa relação se reflete em situações bastante específicas. Algumas pacientes relatam crescimento do meningioma durante períodos como gestação ou uso de terapias hormonais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso não significa que todas as mulheres com alterações hormonais desenvolverão a doença, mas indica que o ambiente hormonal pode influenciar o comportamento de um tumor já existente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse motivo, cada caso precisa ser avaliado de forma individualizada, considerando histórico clínico, características da lesão e contexto hormonal da paciente.</span></p>
<p><b>Meningioma é sempre preocupante?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria das vezes, o meningioma é um tumor benigno e de crescimento lento. Muitos pacientes convivem com ele por anos sem necessidade de intervenção imediata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, localização, tamanho e velocidade de crescimento são fatores determinantes na decisão de tratamento. Em algumas situações, apenas o acompanhamento com exames periódicos é suficiente. Em outras, pode ser indicada cirurgia ou radiocirurgia, sempre com planejamento criterioso.</span></p>
<p><b>A importância do diagnóstico e acompanhamento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentemente do sexo, o ponto mais importante é o diagnóstico adequado e o seguimento regular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintomas como dor de cabeça persistente, alterações visuais, crises convulsivas ou mudanças neurológicas devem ser investigados com atenção. Quando identificado precocemente, o meningioma pode ser acompanhado ou tratado com maior segurança e melhores resultados.</span></p>
<p><b>Uma abordagem individualizada faz toda a diferença</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada paciente apresenta uma história única. O entendimento da influência hormonal nos meningiomas é apenas uma das peças que compõem esse cenário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, o que orienta a tomada de decisão é a integração entre conhecimento científico, experiência clínica e uma análise cuidadosa de cada caso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É assim que conseguimos oferecer um cuidado mais preciso, seguro e alinhado com o que realmente importa: a qualidade de vida do paciente.</span></p>
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		<title>Quais são as consequências da Malformação Arteriovenosa Cerebral (MAV)? É possível reverter?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:15:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[malformação arteriovenosa cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[MAV]]></category>
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					<description><![CDATA[A Malformação Arteriovenosa Cerebral (MAV) é uma condição que exige atenção cuidadosa, principalmente pelo seu comportamento imprevisível. Muitos pacientes convivem com a malformação sem saber, até que algum sintoma mais significativo surge. A MAV é uma conexão anormal entre artérias e veias, formando um emaranhado de vasos, o chamado nidus, que altera o fluxo sanguíneo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Malformação Arteriovenosa Cerebral (MAV) é uma condição que exige atenção cuidadosa, principalmente pelo seu comportamento imprevisível. Muitos pacientes convivem com a malformação sem saber, até que algum sintoma mais significativo surge.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A MAV é uma conexão anormal entre artérias e veias, formando um emaranhado de vasos, o chamado nidus, que altera o fluxo sanguíneo normal do cérebro. Essa alteração pode gerar consequências importantes ao longo do tempo.</span></p>
<p><b>Quais são os principais riscos da MAV?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A complicação mais temida é a hemorragia cerebral. Como os vasos da MAV não possuem a mesma estrutura das artérias e veias normais, eles são mais frágeis e propensos à ruptura. Esse sangramento pode acontecer de forma súbita e levar a um quadro grave, com risco de sequelas permanentes ou até mesmo de morte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a MAV pode causar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crises convulsivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dores de cabeça intensas e persistentes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fraqueza ou paralisia em partes do corpo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade na fala</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações visuais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comprometimento cognitivo e de memória</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sintomas variam de acordo com a localização da malformação e com o impacto que ela exerce sobre as áreas vizinhas do cérebro.</span></p>
<p><b>Por que a MAV pode causar esses sintomas?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença da MAV interfere diretamente na dinâmica do fluxo sanguíneo cerebral. Em alguns casos, ocorre um “desvio” do sangue, reduzindo a irrigação de áreas saudáveis do cérebro. Em outros, há compressão de estruturas importantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse desequilíbrio pode afetar funções neurológicas específicas, como movimento, linguagem, visão e cognição.</span></p>
<p><b>É possível reverter a MAV?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A MAV não desaparece espontaneamente. Quando indicada, a abordagem tem como objetivo eliminar ou isolar completamente a malformação da circulação cerebral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, contamos com diferentes estratégias terapêuticas, que podem ser utilizadas de forma isolada ou combinada:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Microcirurgia: remoção direta da MAV</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Embolização endovascular: oclusão dos vasos anormais por dentro, via cateter</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Radiocirurgia: aplicação de radiação focalizada para promover o fechamento progressivo da malformação</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha do tratamento depende de fatores como tamanho, localização, risco de sangramento e condições clínicas do paciente.</span></p>
<p><b>E as sequelas, podem melhorar?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a MAV já causou algum tipo de lesão, como após uma hemorragia, parte dos sintomas pode ser permanente. No entanto, em muitos casos, é possível observar melhora com reabilitação adequada, incluindo fisioterapia, fonoaudiologia e acompanhamento multidisciplinar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, maiores são as chances de evitar complicações e preservar funções neurológicas.</span></p>
<p><b>A importância do acompanhamento especializado</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada caso de MAV é único. Por isso, a avaliação individualizada é essencial para definir o melhor momento e a melhor estratégia de tratamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha rotina, acompanho pacientes em diferentes fases da doença, desde o diagnóstico incidental até casos mais complexos. O planejamento cuidadoso e o uso de técnicas modernas têm permitido resultados cada vez mais seguros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A MAV é uma condição séria, mas com diagnóstico adequado e tratamento bem indicado, é possível reduzir riscos e melhorar significativamente a qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de sintomas neurológicos persistentes ou de um diagnóstico recente, buscar orientação especializada é o passo mais importante para conduzir o caso com segurança e precisão.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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