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	<title>Dr. Marcos</title>
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	<description>M&#233;dico</description>
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	<title>Dr. Marcos</title>
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		<title>O que é o Paraganglioma de Corpo Carotídeo? Um guia simples para entender esse tumor raro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:47:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico de paraganglioma]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma do corpo carotídeo]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo da minha prática em neurocirurgia, alguns diagnósticos geram dúvidas imediatas pela própria raridade. O paraganglioma de corpo carotídeo é um desses casos. Apesar do nome pouco familiar, entender o que ele é e como se comporta ajuda a reduzir a insegurança e a tomar decisões mais seguras. O que é o paraganglioma de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha prática em neurocirurgia, alguns diagnósticos geram dúvidas imediatas pela própria raridade. O paraganglioma de corpo carotídeo é um desses casos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome pouco familiar, entender o que ele é e como se comporta ajuda a reduzir a insegurança e a tomar decisões mais seguras.</span></p>
<h3><b>O que é o paraganglioma de corpo carotídeo?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O paraganglioma de corpo carotídeo é um tumor neuroendócrino raro que se desenvolve na bifurcação da artéria carótida, o ponto onde ela se divide em carótida interna e externa, responsável por levar sangue ao cérebro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na grande maioria dos casos, trata-se de uma lesão benigna, com crescimento lento e comportamento controlável ao longo do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, sua localização exige atenção especial.</span></p>
<h3><b>Por que a localização é tão importante?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O corpo carotídeo está situado em uma região extremamente delicada do pescoço, cercado por estruturas nobres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das artérias carótidas, que são fundamentais para a circulação cerebral, há também nervos importantes que controlam funções como fala, deglutição e movimentos da face.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o tumor cresce, ele pode se envolver com essas estruturas, o que torna qualquer intervenção mais complexa do ponto de vista técnico.</span></p>
<h3><b>Quais são os sintomas mais comuns?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos pacientes percebem inicialmente uma massa indolor no pescoço, que cresce lentamente ao longo do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros sintomas podem surgir dependendo do tamanho e da relação do tumor com nervos e vasos, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sensação de pulsação no local</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Zumbido pulsátil</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rouquidão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade para engolir</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, o diagnóstico ocorre de forma incidental, durante exames de imagem realizados por outros motivos.</span></p>
<h3><b>Como é feito o diagnóstico?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico envolve uma combinação de avaliação clínica e exames de imagem, como ultrassonografia com Doppler, tomografia e ressonância magnética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses exames permitem entender não apenas a presença do tumor, mas principalmente sua relação com as estruturas ao redor, um fator essencial para o planejamento do tratamento.</span></p>
<h3><b>Quando tratar e quais são as opções?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão de tratar um paraganglioma de corpo carotídeo depende de diversos fatores: tamanho, crescimento, sintomas e condições clínicas do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cirurgia é o tratamento mais comum, especialmente em tumores que estão em crescimento ou causando sintomas. No entanto, por se tratar de uma região delicada, o planejamento cirúrgico precisa ser extremamente cuidadoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações selecionadas, a radiocirurgia pode ser considerada como alternativa ou complemento, especialmente quando o risco cirúrgico é elevado.</span></p>
<h3><b>Por que a experiência da equipe faz diferença?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse é um tipo de tumor que exige abordagem multidisciplinar e experiência técnica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conhecimento detalhado da anatomia, o uso de tecnologias modernas e o planejamento individualizado são fundamentais para reduzir riscos e preservar funções importantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso impacta diretamente na segurança do procedimento e na qualidade de vida do paciente após o tratamento.</span></p>
<h3><b>Uma condição rara, mas tratável</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de um tumor raro naturalmente gera preocupação. No entanto, com avaliação adequada e acompanhamento especializado, é possível conduzir esses casos com segurança e bons resultados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A informação de qualidade é uma das principais ferramentas nesse processo, ela permite compreender o cenário com mais clareza e participar ativamente das decisões sobre o tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Por que os meningiomas afetam 3 vezes mais mulheres do que homens?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/05/19/por-que-os-meningiomas-afetam-3-vezes-mais-mulheres-do-que-homens/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 21:30:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[meningioma]]></category>
		<category><![CDATA[meningiomas]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento meningioma]]></category>
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					<description><![CDATA[Essa é uma observação consistente que chama atenção: os meningiomas são significativamente mais frequentes em mulheres. Em média, eles ocorrem duas a três vezes mais no público feminino do que no masculino. Essa diferença não é aleatória, ela tem uma base biológica bem definida e relevante para o entendimento da doença. O papel dos hormônios [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Essa é uma observação consistente que chama atenção: os meningiomas são significativamente mais frequentes em mulheres. Em média, eles ocorrem duas a três vezes mais no público feminino do que no masculino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa diferença não é aleatória, ela tem uma base biológica bem definida e relevante para o entendimento da doença.</span></p>
<p><b>O papel dos hormônios femininos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal explicação para essa maior incidência está na influência dos hormônios sexuais femininos, especialmente a progesterona.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria dos meningiomas apresenta receptores hormonais em sua superfície, o que significa que essas células tumorais podem responder diretamente aos estímulos hormonais do organismo. Em um ambiente onde há maior exposição à progesterona, como ocorre naturalmente nas mulheres, há um estímulo potencial para o crescimento dessas lesões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse comportamento ajuda a explicar por que, em alguns casos, o tumor pode apresentar variações de crescimento ao longo da vida, especialmente em fases de maior atividade hormonal.</span></p>
<p><b>O que observamos na prática clínica</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No consultório, essa relação se reflete em situações bastante específicas. Algumas pacientes relatam crescimento do meningioma durante períodos como gestação ou uso de terapias hormonais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso não significa que todas as mulheres com alterações hormonais desenvolverão a doença, mas indica que o ambiente hormonal pode influenciar o comportamento de um tumor já existente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse motivo, cada caso precisa ser avaliado de forma individualizada, considerando histórico clínico, características da lesão e contexto hormonal da paciente.</span></p>
<p><b>Meningioma é sempre preocupante?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria das vezes, o meningioma é um tumor benigno e de crescimento lento. Muitos pacientes convivem com ele por anos sem necessidade de intervenção imediata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, localização, tamanho e velocidade de crescimento são fatores determinantes na decisão de tratamento. Em algumas situações, apenas o acompanhamento com exames periódicos é suficiente. Em outras, pode ser indicada cirurgia ou radiocirurgia, sempre com planejamento criterioso.</span></p>
<p><b>A importância do diagnóstico e acompanhamento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentemente do sexo, o ponto mais importante é o diagnóstico adequado e o seguimento regular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintomas como dor de cabeça persistente, alterações visuais, crises convulsivas ou mudanças neurológicas devem ser investigados com atenção. Quando identificado precocemente, o meningioma pode ser acompanhado ou tratado com maior segurança e melhores resultados.</span></p>
<p><b>Uma abordagem individualizada faz toda a diferença</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada paciente apresenta uma história única. O entendimento da influência hormonal nos meningiomas é apenas uma das peças que compõem esse cenário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, o que orienta a tomada de decisão é a integração entre conhecimento científico, experiência clínica e uma análise cuidadosa de cada caso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É assim que conseguimos oferecer um cuidado mais preciso, seguro e alinhado com o que realmente importa: a qualidade de vida do paciente.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Quais são as consequências da Malformação Arteriovenosa Cerebral (MAV)? É possível reverter?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/05/13/quais-sao-as-consequencias-da-malformacao-arteriovenosa-cerebral-mav-e-possivel-reverter/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:15:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[malformação arteriovenosa cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[MAV]]></category>
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					<description><![CDATA[A Malformação Arteriovenosa Cerebral (MAV) é uma condição que exige atenção cuidadosa, principalmente pelo seu comportamento imprevisível. Muitos pacientes convivem com a malformação sem saber, até que algum sintoma mais significativo surge. A MAV é uma conexão anormal entre artérias e veias, formando um emaranhado de vasos, o chamado nidus, que altera o fluxo sanguíneo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Malformação Arteriovenosa Cerebral (MAV) é uma condição que exige atenção cuidadosa, principalmente pelo seu comportamento imprevisível. Muitos pacientes convivem com a malformação sem saber, até que algum sintoma mais significativo surge.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A MAV é uma conexão anormal entre artérias e veias, formando um emaranhado de vasos, o chamado nidus, que altera o fluxo sanguíneo normal do cérebro. Essa alteração pode gerar consequências importantes ao longo do tempo.</span></p>
<p><b>Quais são os principais riscos da MAV?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A complicação mais temida é a hemorragia cerebral. Como os vasos da MAV não possuem a mesma estrutura das artérias e veias normais, eles são mais frágeis e propensos à ruptura. Esse sangramento pode acontecer de forma súbita e levar a um quadro grave, com risco de sequelas permanentes ou até mesmo de morte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a MAV pode causar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crises convulsivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dores de cabeça intensas e persistentes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fraqueza ou paralisia em partes do corpo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade na fala</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações visuais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comprometimento cognitivo e de memória</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sintomas variam de acordo com a localização da malformação e com o impacto que ela exerce sobre as áreas vizinhas do cérebro.</span></p>
<p><b>Por que a MAV pode causar esses sintomas?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença da MAV interfere diretamente na dinâmica do fluxo sanguíneo cerebral. Em alguns casos, ocorre um “desvio” do sangue, reduzindo a irrigação de áreas saudáveis do cérebro. Em outros, há compressão de estruturas importantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse desequilíbrio pode afetar funções neurológicas específicas, como movimento, linguagem, visão e cognição.</span></p>
<p><b>É possível reverter a MAV?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A MAV não desaparece espontaneamente. Quando indicada, a abordagem tem como objetivo eliminar ou isolar completamente a malformação da circulação cerebral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, contamos com diferentes estratégias terapêuticas, que podem ser utilizadas de forma isolada ou combinada:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Microcirurgia: remoção direta da MAV</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Embolização endovascular: oclusão dos vasos anormais por dentro, via cateter</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Radiocirurgia: aplicação de radiação focalizada para promover o fechamento progressivo da malformação</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha do tratamento depende de fatores como tamanho, localização, risco de sangramento e condições clínicas do paciente.</span></p>
<p><b>E as sequelas, podem melhorar?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a MAV já causou algum tipo de lesão, como após uma hemorragia, parte dos sintomas pode ser permanente. No entanto, em muitos casos, é possível observar melhora com reabilitação adequada, incluindo fisioterapia, fonoaudiologia e acompanhamento multidisciplinar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, maiores são as chances de evitar complicações e preservar funções neurológicas.</span></p>
<p><b>A importância do acompanhamento especializado</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada caso de MAV é único. Por isso, a avaliação individualizada é essencial para definir o melhor momento e a melhor estratégia de tratamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha rotina, acompanho pacientes em diferentes fases da doença, desde o diagnóstico incidental até casos mais complexos. O planejamento cuidadoso e o uso de técnicas modernas têm permitido resultados cada vez mais seguros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A MAV é uma condição séria, mas com diagnóstico adequado e tratamento bem indicado, é possível reduzir riscos e melhorar significativamente a qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de sintomas neurológicos persistentes ou de um diagnóstico recente, buscar orientação especializada é o passo mais importante para conduzir o caso com segurança e precisão.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Por que o diagnóstico de paraganglioma é tão desafiador?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/05/04/por-que-o-diagnostico-de-paraganglioma-e-tao-desafiador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 15:50:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma]]></category>
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					<description><![CDATA[Na minha prática como neurocirurgião, alguns diagnósticos exigem um olhar ainda mais atento, investigação detalhada e, muitas vezes, uma abordagem multidisciplinar desde o início. O paraganglioma é um desses casos. Trata-se de um tumor raro, geralmente benigno e de crescimento lento, mas que pode trazer impactos importantes quando não identificado no momento adequado. O desafio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Na minha prática como neurocirurgião, alguns diagnósticos exigem um olhar ainda mais atento, investigação detalhada e, muitas vezes, uma abordagem multidisciplinar desde o início. O paraganglioma é um desses casos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um tumor raro, geralmente benigno e de crescimento lento, mas que pode trazer impactos importantes quando não identificado no momento adequado. O desafio começa justamente pela forma como ele se apresenta ou, em muitos casos, pela ausência de sinais claros.</span></p>
<h3><b>Uma doença rara, que nem sempre é lembrada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro obstáculo está na própria raridade. Paragangliomas representam uma pequena parcela dos tumores da região da cabeça e pescoço. Isso faz com que, inicialmente, eles não sejam a principal hipótese diagnóstica diante de sintomas inespecíficos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso pode levar a um tempo maior até que o paciente seja encaminhado para investigação especializada.</span></p>
<h3><b>Sintomas vagos e facilmente confundidos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é a forma como esses tumores se manifestam. Os sintomas costumam ser sutis e, muitas vezes, confundidos com condições mais comuns.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo da localização, o paciente pode apresentar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Zumbido pulsátil</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rouquidão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sensação de massa no pescoço</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na deglutição</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tonturas ou desconfortos inespecíficos</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sinais nem sempre aparecem de forma evidente no início, o que contribui para atrasos no diagnóstico.</span></p>
<h3><b>Localização anatômica complexa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os paragangliomas se desenvolvem próximos a estruturas nobres, como vasos sanguíneos importantes e nervos cranianos. Essa característica não apenas dificulta a identificação inicial, como também exige precisão na investigação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exames de imagem como a ressonância magnética e a angiotomografia são fundamentais para mapear a lesão, entender sua relação com estruturas adjacentes e orientar a melhor estratégia de tratamento.</span></p>
<h3><b>Tumores que podem ser silenciosos por anos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, acompanho pacientes que conviveram com o tumor por anos sem saber. O crescimento lento permite que o organismo se adapte parcialmente às alterações, mascarando sintomas mais evidentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso reforça a importância de valorizar mudanças sutis no corpo e investigar sinais persistentes, mesmo quando parecem pouco específicos.</span></p>
<h3><b>O papel da investigação multidisciplinar</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico de paraganglioma raramente depende de um único exame ou de uma única especialidade. Ele envolve a integração entre avaliação clínica, exames de imagem e, em alguns casos, investigação laboratorial, especialmente quando há suspeita de secreção hormonal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação conjunta entre neurocirurgia, radiologia, endocrinologia e outras áreas é essencial para definir com precisão o diagnóstico e o melhor plano terapêutico.</span></p>
<h3><b>Diagnóstico precoce faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora muitos paragangliomas sejam benignos, sua localização pode levar à compressão de estruturas importantes ao longo do tempo. Identificar o tumor precocemente amplia as possibilidades de tratamento, reduz riscos e permite um planejamento mais seguro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha rotina, vejo com frequência o impacto positivo de um diagnóstico feito no momento certo, tanto em termos de controle da doença quanto na preservação da qualidade de vida do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de sintomas persistentes ou incomuns, a investigação adequada é sempre o melhor caminho. Mesmo condições raras precisam ser consideradas quando o quadro clínico foge do padrão habitual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A medicina evoluiu muito nos métodos diagnósticos e nas opções de tratamento. Com informação, atenção aos sinais e acompanhamento especializado, conseguimos conduzir casos complexos com mais segurança e melhores resultados.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Quando a dor de cabeça deixa de ser algo comum e se torna um sinal de alerta?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/04/28/quando-a-dor-de-cabeca-deixa-de-ser-algo-comum-e-se-torna-um-sinal-de-alerta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 20:16:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[câncer cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[cefaleia]]></category>
		<category><![CDATA[dor de cabeça]]></category>
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					<description><![CDATA[A dor de cabeça é uma queixa muito comum no dia a dia, mas existem situações em que ela merece mais atenção, especialmente quando passa a ter um padrão diferente do habitual. No contexto do Maio Cinza, mês de conscientização sobre o câncer cerebral, considero importante esclarecer quando esse sintoma pode representar um sinal de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A dor de cabeça é uma queixa muito comum no dia a dia, mas existem situações em que ela merece mais atenção, especialmente quando passa a ter um padrão diferente do habitual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No contexto do Maio Cinza, mês de conscientização sobre o câncer cerebral, considero importante esclarecer quando esse sintoma pode representar um sinal de alerta e por que a investigação adequada faz toda a diferença no diagnóstico precoce.</span></p>
<h3><b>Quando a dor de cabeça deixa de ser comum?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática clínica, observo que a principal mudança está no padrão da dor. Aquela dor de cabeça que surge de forma eventual, melhora com medidas simples e não interfere na rotina tende a ter causas benignas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, algumas características chamam atenção:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dor persistente, que não melhora com o tempo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Intensidade progressiva, ficando mais forte ao longo dos dias ou semanas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sensação diferente de qualquer dor anterior que o paciente já teve</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sinais indicam a necessidade de uma avaliação mais criteriosa.</span></p>
<h3><b>O que pode explicar essa mudança?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando há um tumor cerebral, o crescimento da lesão pode provocar aumento da pressão dentro do crânio ou compressão de áreas específicas do cérebro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse processo pode se manifestar como dor de cabeça, mas raramente vem isolado. Na maioria das vezes, outros sintomas começam a aparecer de forma associada.</span></p>
<h3><b>Sinais de alerta que merecem investigação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns sintomas, quando associados à dor de cabeça, aumentam significativamente a suspeita de uma causa neurológica mais relevante:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dor mais intensa ao acordar, especialmente pela manhã</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Piora da dor ao tossir, espirrar ou fazer esforço</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Náuseas e vômitos sem causa aparente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crises convulsivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fraqueza em um lado do corpo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações visuais, como visão dupla</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mudanças de comportamento ou dificuldade de concentração</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sinais indicam que o cérebro pode estar sendo afetado de forma direta ou indireta.</span></p>
<p><b>A importância do diagnóstico precoce</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais cedo identificamos a causa de uma dor de cabeça atípica, maiores são as possibilidades de tratamento eficaz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, contamos com exames de imagem de alta precisão, como a ressonância magnética, que permitem avaliar o cérebro de forma detalhada e orientar a melhor conduta para cada caso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, os avanços em neurocirurgia e terapias complementares têm ampliado significativamente as chances de controle da doença e qualidade de vida dos pacientes.</span></p>
<h3><b>Quando procurar ajuda?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Minha orientação é clara:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a dor de cabeça mudou de padrão, se tornou mais frequente, mais intensa ou passou a vir acompanhada de outros sintomas neurológicos, procure avaliação médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem toda dor de cabeça indica algo grave, mas identificar precocemente os casos que fogem do padrão pode ser decisivo.</span></p>
<h3><b>Uma mensagem importante no Meio Cinza</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Falar sobre câncer cerebral também envolve reconhecer sinais precoces e incentivar a busca por avaliação especializada. Informação qualificada reduz atrasos no diagnóstico e amplia as possibilidades de tratamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião, acompanho diariamente casos complexos e sei o quanto o tempo pode fazer diferença na trajetória de cada paciente. Por isso, reforço: observar o próprio corpo e valorizar mudanças nos sintomas é um passo fundamental no cuidado com a saúde cerebral.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Vacinação como o escudo principal do seu sistema nervoso</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/04/20/vacinacao-como-o-escudo-principal-do-seu-sistema-nervoso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 17:42:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[meningite]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo da minha prática como neurocirurgião, já acompanhei de perto o impacto de doenças que acometem o sistema nervoso central. Entre elas, a meningite chama atenção pela rapidez com que pode evoluir e pelas consequências que pode deixar. Felizmente, hoje contamos com uma estratégia altamente eficaz para prevenção: a vacinação. O que é a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha prática como neurocirurgião, já acompanhei de perto o impacto de doenças que acometem o sistema nervoso central. Entre elas, a meningite chama atenção pela rapidez com que pode evoluir e pelas consequências que pode deixar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente, hoje contamos com uma estratégia altamente eficaz para prevenção: a vacinação.</span></p>
<h3><b>O que é a meningite e por que ela preocupa?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por vírus, fungos e, principalmente, bactérias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As formas bacterianas são as mais graves. Em questão de horas, o quadro pode evoluir com febre alta, rigidez na nuca, confusão mental e, em situações mais severas, levar a complicações neurológicas importantes ou risco de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do ponto de vista neurológico, trata-se de uma condição que exige diagnóstico e tratamento imediatos.</span></p>
<h3><b>Como a vacinação protege o cérebro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A vacinação atua preparando o sistema imunológico para reconhecer e combater agentes infecciosos antes que eles causem a doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vacinas como a meningocócica ACWY, meningocócica B e a vacina contra o Haemophilus influenzae tipo b (Hib) têm papel fundamental na prevenção das formas mais graves de meningite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao estimular a resposta imunológica, essas vacinas reduzem significativamente o risco de infecção e, consequentemente, protegem o cérebro contra processos inflamatórios que podem gerar sequelas permanentes.</span></p>
<h3><b>Proteção individual e coletiva</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da proteção individual, a vacinação também exerce um efeito coletivo importante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um número maior de pessoas está imunizado, a circulação das bactérias diminui. Isso protege especialmente grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade comprometida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse conceito é essencial quando falamos em doenças infecciosas que podem se disseminar rapidamente.</span></p>
<h3><b>A importância de manter a vacinação em dia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto que observo com frequência é a desatualização do calendário vacinal em adultos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas pessoas associam a vacinação apenas à infância, mas existem reforços e vacinas específicas que devem ser considerados ao longo da vida, principalmente em situações de risco ou conforme orientação médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Manter a vacinação em dia é uma medida simples, mas com impacto direto na prevenção de doenças graves.</span></p>
<h3><b>Quais são os riscos de não se proteger?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a meningite não é prevenida ou tratada a tempo, as consequências podem ser significativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as possíveis complicações estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Déficits cognitivos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crises convulsivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda auditiva</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações motoras</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comprometimento permanente da qualidade de vida</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, a evolução pode ser rápida e grave, reforçando a importância da prevenção.</span></p>
<h3><b>Um cuidado que começa antes da doença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste Dia Mundial de Combate à Meningite, reforço uma orientação prática: revise o seu cartão de vacinação e o da sua família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prevenção ainda é a forma mais eficaz de proteger o sistema nervoso de doenças potencialmente graves, e, nesse cenário, a vacinação ocupa um papel central.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Radioterapia: quando esse tratamento é indicado no câncer de cabeça e pescoço?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/04/14/radioterapia-quando-esse-tratamento-e-indicado-no-cancer-de-cabeca-e-pescoco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 19:10:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[neurocirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando um paciente recebe o diagnóstico de um tumor na região de cabeça e pescoço, uma das dúvidas mais comuns é sobre o papel da radioterapia no tratamento. A radioterapia é uma ferramenta fundamental dentro desse contexto e, quando bem indicada, contribui diretamente para o controle da doença e para a qualidade de vida do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando um paciente recebe o diagnóstico de um tumor na região de cabeça e pescoço, uma das dúvidas mais comuns é sobre o papel da radioterapia no tratamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A radioterapia é uma ferramenta fundamental dentro desse contexto e, quando bem indicada, contribui diretamente para o controle da doença e para a qualidade de vida do paciente.</span></p>
<h3><b>O que é a radioterapia e como ela atua?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A radioterapia utiliza radiação ionizante direcionada para destruir células tumorais ou impedir sua multiplicação. É um tratamento altamente planejado, com tecnologia avançada, que permite atingir o tumor com precisão, preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa precisão é especialmente relevante na região de cabeça e pescoço, onde estruturas nobres, como nervos, vasos e áreas responsáveis por funções essenciais, estão muito próximas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Em quais situações a radioterapia é indicada?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A indicação da radioterapia depende de diversos fatores, como o tipo do tumor, sua localização, estágio da doença e condições clínicas do paciente. De forma geral, ela pode ser utilizada em diferentes cenários:</span></p>
<ol>
<li>
<h4><b> Como tratamento principal</b></h4>
</li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tumores iniciais, a radioterapia pode ser utilizada como tratamento definitivo, com bons índices de controle da doença. Em alguns casos, evita a necessidade de cirurgias mais extensas, preservando funções importantes.</span></p>
<ol start="2">
<li>
<h4><b> Após a cirurgia (tratamento adjuvante)</b></h4>
</li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o tumor é removido cirurgicamente, a radioterapia pode ser indicada para eliminar possíveis células tumorais remanescentes, reduzindo o risco de recidiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa decisão é baseada em critérios como margens cirúrgicas, agressividade do tumor e envolvimento de estruturas adjacentes.</span></p>
<ol start="3">
<li>
<h4><b> Associada à quimioterapia</b></h4>
</li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Em casos mais avançados, a combinação de radioterapia com quimioterapia, chamada de radioquimioterapia, pode aumentar o controle local da doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa estratégia potencializa o efeito do tratamento e é indicada quando há maior risco de progressão tumoral.</span></p>
<ol start="4">
<li>
<h4><b> Com finalidade paliativa</b></h4>
</li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações em que o tumor não pode ser removido ou controlado de forma curativa, a radioterapia tem um papel importante no alívio de sintomas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela pode reduzir dor, sangramentos, compressões e outros desconfortos, proporcionando mais qualidade de vida ao paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A importância do planejamento individualizado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada caso deve ser avaliado de forma criteriosa. A decisão sobre o uso da radioterapia não é isolada, ela faz parte de um planejamento multidisciplinar que envolve neurocirurgiões, oncologistas, radioterapeutas, entre outros especialistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa integração permite definir a melhor estratégia para cada paciente, considerando não apenas o controle da doença, mas também a preservação funcional e o impacto no dia a dia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tecnologia e precisão a favor do paciente</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os avanços tecnológicos tornaram a radioterapia cada vez mais segura e eficaz. Técnicas modernas permitem mapear com precisão a área a ser tratada, reduzindo efeitos colaterais e melhorando os resultados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse é um ponto essencial quando lidamos com regiões tão delicadas quanto a cabeça e o pescoço.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Um tratamento que faz parte de uma estratégia maior</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A radioterapia não deve ser vista de forma isolada, mas como parte de um plano terapêutico amplo, construído com base em evidências e na individualidade de cada paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Informação de qualidade, acompanhamento próximo e decisões bem fundamentadas são pilares fundamentais para oferecer segurança, confiança e melhores desfechos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você ou alguém próximo está passando por esse tipo de diagnóstico, buscar avaliação especializada é um passo importante para entender as opções disponíveis e seguir com mais clareza no tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Muito além dos tremores: como identificar os sinais precoces da Doença de Parkinson</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/04/07/muito-alem-dos-tremores-como-identificar-os-sinais-precoces-da-doenca-de-parkinson/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 18:10:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[Parkinson]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento parkinson]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, considero essencial ampliar a forma como enxergamos essa condição. Na prática clínica, ainda é comum associar o Parkinson apenas ao tremor, mas, na realidade, os primeiros sinais podem ser muito mais sutis e, muitas vezes, passam despercebidos. Reconhecer essas manifestações precocemente pode fazer diferença no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, considero essencial ampliar a forma como enxergamos essa condição. Na prática clínica, ainda é comum associar o Parkinson apenas ao tremor, mas, na realidade, os primeiros sinais podem ser muito mais sutis e, muitas vezes, passam despercebidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reconhecer essas manifestações precocemente pode fazer diferença no acompanhamento, no controle dos sintomas e na qualidade de vida ao longo dos anos.</span></p>
<h3><b>O que acontece no cérebro?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva de neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor fundamental para o controle dos movimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa redução impacta diretamente a fluidez dos movimentos, o tônus muscular e diversos circuitos cerebrais que vão além da parte motora.</span></p>
<h3><b>Sinais motores: os mais conhecidos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sintomas motores costumam ser os mais lembrados, mas nem sempre são os primeiros a aparecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais sinais, destaco:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tremor de repouso, geralmente iniciando em uma das mãos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lentidão dos movimentos (bradicinesia), percebida em tarefas simples do dia a dia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rigidez muscular, com sensação de “travamento”</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na escrita, com letras progressivamente menores (micrografia)</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sinais tendem a evoluir de forma gradual e assimétrica, principalmente nas fases iniciais.</span></p>
<h3><b>Sinais não motores: os primeiros alertas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos pacientes, os sintomas não motores surgem anos antes das alterações motoras. Esse é um ponto importante e ainda pouco valorizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns sinais que merecem atenção:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda do olfato sem causa aparente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Constipação intestinal persistente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Distúrbios do sono, especialmente sonhos intensos com movimentos durante a noite</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações de humor, como depressão, apatia ou desmotivação</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas manifestações costumam ser interpretadas de forma isolada, o que pode atrasar a suspeita diagnóstica.</span></p>
<h3><b>Por que o diagnóstico precoce é relevante?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Identificar o Parkinson em fases iniciais permite um acompanhamento mais próximo e estratégias terapêuticas mais eficazes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, contamos com abordagens que vão desde o tratamento medicamentoso até terapias mais avançadas em casos selecionados, sempre com o objetivo de preservar a funcionalidade e a autonomia do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, intervenções precoces em estilo de vida, reabilitação e suporte multidisciplinar têm impacto direto na evolução da doença.</span></p>
<h3><b>O papel da avaliação especializada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico da Doença de Parkinson é clínico e deve ser realizado por um profissional experiente, com base na história do paciente e no exame neurológico detalhado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exames complementares podem ser utilizados em situações específicas, principalmente para afastar outras condições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha prática, valorizo uma análise individualizada, considerando não apenas os sintomas, mas o contexto global do paciente, algo essencial em doenças de evolução crônica.</span></p>
<h3><b>Um olhar mais atento faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A conscientização sobre o Parkinson começa pelo reconhecimento de que os sinais iniciais nem sempre são evidentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pequenas mudanças no corpo ou no comportamento merecem atenção, especialmente quando persistem ou evoluem ao longo do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, reforço a importância de olhar além do óbvio. O cérebro costuma dar sinais e saber interpretá-los no momento certo pode mudar o curso da doença. </span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Diabetes: uma condição que pode afetar a sua saúde cerebral</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/03/31/diabetes-uma-condicao-que-pode-afetar-a-sua-saude-cerebral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:39:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[saúde cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falamos em diabetes, a maioria das pessoas pensa imediatamente no controle da glicose, na alimentação e nas possíveis complicações cardiovasculares, mas existe um aspecto que merece atenção especial: o impacto direto dessa condição no cérebro. Ao longo da minha prática como neurocirurgião, vejo com frequência como doenças sistêmicas podem influenciar a saúde neurológica. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em diabetes, a maioria das pessoas pensa imediatamente no controle da glicose, na alimentação e nas possíveis complicações cardiovasculares, mas existe um aspecto que merece atenção especial: o impacto direto dessa condição no cérebro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha prática como neurocirurgião, vejo com frequência como doenças sistêmicas podem influenciar a saúde neurológica. O diabetes é um dos exemplos mais relevantes e, muitas vezes, silenciosos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como o diabetes afeta o cérebro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O cérebro depende de um fluxo sanguíneo adequado e de um metabolismo energético eficiente para funcionar bem. E o diabetes interfere nesses dois pilares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Níveis elevados de glicose ao longo do tempo provocam lesões nos vasos sanguíneos, inclusive nos pequenos vasos cerebrais. Esse processo, chamado de microangiopatia, compromete a entrega de oxigênio e nutrientes às células nervosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a resistência à insulina, característica comum no diabetes tipo 2, impacta diretamente o funcionamento dos neurônios. A insulina também tem papel no cérebro, participando de processos ligados à memória e ao aprendizado. Quando esse sistema não funciona bem, há prejuízo cognitivo progressivo.</span></p>
<h3><b>Riscos associados: mais do que números alterados</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pacientes com diabetes apresentam maior risco de desenvolver:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Declínio cognitivo precoce</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Demência, incluindo doença de Alzheimer</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acidente Vascular Cerebral (AVC)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na memória, atenção e velocidade de raciocínio</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse impacto não costuma acontecer de forma abrupta, é um processo gradual, que pode passar despercebido nos estágios iniciais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O envelhecimento cerebral acelerado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto importante é que o diabetes pode acelerar o envelhecimento do cérebro. Estudos mostram redução do volume cerebral e alterações estruturais em pacientes com controle glicêmico inadequado ao longo dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso significa que o cérebro envelhece mais rápido do que o esperado para a idade cronológica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>É possível proteger o cérebro?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, e esse é um dos pontos mais importantes. O controle adequado do diabetes não protege apenas o coração, os rins ou a visão, ele também é uma estratégia essencial de neuroproteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas medidas fazem diferença direta:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Manter a glicemia dentro das metas estabelecidas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Controlar pressão arterial e colesterol</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Praticar atividade física regular</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ter uma alimentação equilibrada</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Priorizar o sono de qualidade</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimular o cérebro com leitura, aprendizado e interação social</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando investigar mais a fundo?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns sinais merecem atenção, especialmente em quem já tem diagnóstico de diabetes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Esquecimentos frequentes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade de concentração</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lentidão para raciocinar</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mudanças de comportamento ou humor</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, uma avaliação neurológica pode ajudar a identificar precocemente alterações e definir estratégias de acompanhamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Uma visão integrada faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A saúde do cérebro não pode ser analisada de forma isolada, ela está diretamente conectada ao funcionamento do organismo como um todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha rotina clínica e acadêmica, reforço sempre a importância de uma abordagem integrada, baseada em evidência científica e individualização do tratamento. Esse cuidado permite não apenas tratar doenças, mas preservar qualidade de vida ao longo dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você convive com diabetes, vale olhar para além dos exames de rotina. O seu cérebro também faz parte dessa equação, e cuidar dele hoje faz diferença no seu futuro.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Quando a neurocirurgia se torna a estratégia para o controle das crises de epilepsia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 15:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[neurocirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento epilepsia]]></category>
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					<description><![CDATA[Conviver com crises epilépticas recorrentes compromete autonomia, vida social, desempenho profissional e segurança. Para muitos pacientes, o tratamento medicamentoso proporciona controle adequado. No entanto, existe um grupo que permanece com crises apesar do uso correto de múltiplas medicações em doses otimizadas.  Nesses casos, estamos diante da chamada epilepsia refratária, e a neurocirurgia passa a ser [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Conviver com crises epilépticas recorrentes compromete autonomia, vida social, desempenho profissional e segurança. Para muitos pacientes, o tratamento medicamentoso proporciona controle adequado. No entanto, existe um grupo que permanece com crises apesar do uso correto de múltiplas medicações em doses otimizadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, estamos diante da chamada epilepsia refratária, e a neurocirurgia passa a ser considerada como estratégia terapêutica. A decisão, porém, exige avaliação rigorosa e planejamento individualizado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando considerar cirurgia para epilepsia?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De modo geral, consideramos epilepsia farmacorresistente quando o paciente não obtém controle satisfatório das crises após tentativa adequada com pelo menos dois fármacos antiepilépticos apropriados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer indicação cirúrgica, é fundamental responder a três perguntas:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Onde está o foco das crises?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Essa área pode ser abordada com segurança?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual técnica oferece melhor equilíbrio entre eficácia e preservação funcional?</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, realizamos investigação detalhada que inclui:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Eletroencefalograma (EEG) de rotina e, frequentemente, vídeo-EEG prolongado</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ressonância magnética de alta resolução</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Exames funcionais complementares, quando indicados</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Avaliação neuropsicológica</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão é sempre multidisciplinar, envolvendo neurologista especializado em epilepsia, neurocirurgião, neurorradiologista e equipe de apoio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Técnicas ressectivas: remoção do foco epiléptico</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando conseguimos identificar um foco bem delimitado, a cirurgia ressectiva pode ser a melhor alternativa. O exemplo clássico é a lobectomia temporal em casos de epilepsia do lobo temporal mesial, frequentemente associada à esclerose hipocampal. Em pacientes bem selecionados, as taxas de controle completo das crises são expressivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo é remover a área responsável pela descarga epiléptica, preservando ao máximo as funções neurológicas essenciais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Técnicas ablativas: precisão com mínima invasão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações selecionadas, utilizamos abordagens ablativas, como a ablação a laser guiada por imagem. Essa técnica permite destruir o foco epiléptico por meio de energia térmica aplicada com alta precisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as vantagens estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Procedimento minimamente invasivo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Menor tempo de internação</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Recuperação mais rápida</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A indicação depende da localização e do tamanho da lesão, além da proximidade com áreas eloquentes do cérebro.</span></p>
<h3><b>Neuromodulação: controle por estimulação elétrica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o foco não pode ser removido com segurança ou quando existem múltiplas áreas envolvidas, recorremos às terapias de neuromodulação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As principais são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimulação do nervo vago (VNS)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimulação cerebral profunda (DBS)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimulação responsiva (RNS)</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses dispositivos atuam modulando circuitos neurais envolvidos na geração das crises. Em vez de remover tecido cerebral, a estratégia é regular a atividade elétrica anormal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A redução significativa da frequência e intensidade das crises já representa ganho importante na qualidade de vida, mesmo quando não há remissão completa.</span></p>
<h3></h3>
<h3><b>O impacto na qualidade de vida</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A epilepsia refratária afeta desempenho escolar, inserção profissional, autonomia para dirigir e até relações familiares. Muitos pacientes vivem sob constante imprevisibilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando bem indicada, a cirurgia pode proporcionar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Redução drástica das crises</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diminuição da carga medicamentosa</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Maior independência</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhora cognitiva e emocional</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada caso deve ser analisado com cautela, respeitando características individuais e expectativas do paciente e da família.</span></p>
<h3></h3>
<h3><b>Avaliação especializada faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A indicação cirúrgica não é automática nem generalizada, ela depende de diagnóstico preciso e planejamento técnico rigoroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para pacientes que convivem com crises persistentes apesar do tratamento medicamentoso adequado, vale discutir a possibilidade de avaliação em centro especializado. A cirurgia pode representar uma mudança significativa de perspectiva.</span></p>
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