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	<title>Dr. Marcos</title>
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	<description>M&#233;dico</description>
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	<title>Dr. Marcos</title>
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		<title>E se a sua coriza for perda de líquido cerebral? Conheça a fístula liquórica espontânea</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 18:19:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[fistula liquórica]]></category>
		<category><![CDATA[liquido cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando pensamos em coriza, geralmente associamos o sintoma a um resfriado, rinite ou sinusite. Em algumas situações, porém, a saída persistente de um líquido transparente pelo nariz ou pelo ouvido pode ter outra origem: um vazamento de líquido cefalorraquidiano, também chamado de líquor. A fístula liquórica espontânea merece atenção porque pode surgir mesmo sem histórico [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando pensamos em coriza, geralmente associamos o sintoma a um resfriado, rinite ou sinusite. Em algumas situações, porém, a saída persistente de um líquido transparente pelo nariz ou pelo ouvido pode ter outra origem: um vazamento de líquido cefalorraquidiano, também chamado de líquor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fístula liquórica espontânea merece atenção porque pode surgir mesmo sem histórico de trauma, cirurgia ou procedimento na região. Como neurocirurgião, considero importante reconhecer seus sinais para que a investigação e o tratamento sejam realizados adequadamente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que é uma fístula liquórica espontânea?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O líquido cefalorraquidiano (LCR), ou líquor, é um fluido que circula ao redor do cérebro e da medula espinhal, ajudando a protegê-los e a manter condições adequadas para o funcionamento do sistema nervoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse líquido é separado das cavidades do nariz e dos ouvidos por estruturas ósseas e membranas que formam a base do crânio. Quando existe uma pequena falha nessas estruturas, o líquor pode encontrar um caminho para fora do compartimento intracraniano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando esse vazamento acontece sem uma causa traumática ou cirurgia prévia, chamamos de fístula liquórica espontânea.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Por que esse vazamento pode acontecer?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem diferentes mecanismos envolvidos. Em alguns pacientes, há uma alteração estrutural na base do crânio que facilita a formação da fístula.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outros casos, o vazamento pode estar relacionado ao aumento persistente da pressão intracraniana. A pressão elevada pode exercer força sobre áreas mais frágeis da base do crânio, favorecendo a formação de pequenas falhas por onde o líquor pode escapar. Por isso, identificar a causa do vazamento é uma etapa importante para definir o tratamento e reduzir o risco de recorrência.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como diferenciar o líquor de uma coriza comum?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais sinais de alerta é a saída de líquido muito claro e aquoso pelo nariz, especialmente quando ocorre de maneira persistente, geralmente de um lado só, e sem os sintomas típicos de uma infecção respiratória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O líquido também pode apresentar características que ajudam na investigação, como aumento da saída ao inclinar a cabeça ou realizar determinados esforços. Quando o vazamento ocorre pelo ouvido, também pode haver saída de líquido claro pelo canal auditivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar que a aparência do líquido, sozinha, não permite confirmar o diagnóstico. Uma secreção nasal transparente pode ter diversas causas, e a confirmação de uma fístula liquórica depende de avaliação especializada e exames apropriados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>A dor de cabeça também pode ser um sinal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dor de cabeça é outro sintoma que merece atenção, principalmente quando apresenta características diferentes das dores habituais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos de perda de líquor, a dor pode apresentar caráter postural, piorando quando a pessoa fica em pé e melhorando ao deitar. Outros pacientes podem apresentar dor de cabeça associada a náuseas, alterações visuais ou sensação de pressão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A apresentação clínica varia bastante. Por isso, a combinação entre os sintomas, o exame médico e os exames de imagem é fundamental para chegar ao diagnóstico.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como faço a investigação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando existe suspeita de fístula liquórica, procuro primeiro entender detalhadamente a história clínica: quando os sintomas começaram, como é a secreção, se houve trauma ou cirurgia anterior e quais características acompanham a dor de cabeça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A investigação pode envolver exames de imagem específicos, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, que ajudam a identificar alterações na base do crânio e possíveis pontos de vazamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em determinadas situações, exames laboratoriais da secreção podem ajudar a confirmar se o líquido é realmente líquor. Técnicas de imagem mais específicas também podem ser utilizadas quando o local exato da fístula não está claro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Qual é o tratamento?</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento depende da localização do vazamento, da causa, da intensidade dos sintomas e das características anatômicas de cada paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos selecionados, pode haver indicação de acompanhamento ou medidas conservadoras. Quando existe um defeito persistente ou uma fístula com maior risco de complicações, pode ser necessário realizar uma correção cirúrgica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, muitos defeitos da base do crânio podem ser tratados por técnicas endoscópicas, utilizando o acesso pelo nariz para reparar a região responsável pelo vazamento. A escolha da técnica depende da anatomia e da localização da fístula.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando há aumento da pressão intracraniana associado ao vazamento, essa condição também precisa ser investigada e tratada. Caso contrário, existe maior possibilidade de o problema voltar após a correção.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Por que não devemos ignorar uma possível fístula?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O líquor funciona como uma barreira importante entre o sistema nervoso central e o ambiente externo. Quando existe uma comunicação anormal entre essas estruturas, aumenta o risco de entrada de microrganismos e, consequentemente, de meningite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, uma secreção nasal ou auricular clara e persistente, especialmente quando acompanhada de dor de cabeça com características incomuns, merece investigação médica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quando procurar avaliação especializada?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você apresenta uma saída persistente de líquido transparente pelo nariz ou ouvido, principalmente de forma unilateral, ou uma dor de cabeça que apresenta relação clara com a posição do corpo, é importante buscar avaliação médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fístula liquórica espontânea é uma condição incomum e pode passar despercebida por algum tempo. O reconhecimento dos sinais, a investigação adequada e a identificação da causa permitem definir a estratégia mais segura para cada paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em neurocirurgia, cada caso exige uma análise individualizada. Quando existe suspeita de um vazamento de líquor, investigar corretamente é o primeiro passo para proteger o cérebro e prevenir complicações.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O cigarro é o acelerador número 1 para a ruptura de aneurismas</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/08/24/o-cigarro-e-o-acelerador-numero-1-para-a-ruptura-de-aneurismas/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 16:36:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[aneurisma]]></category>
		<category><![CDATA[tabagismo]]></category>
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					<description><![CDATA[O Dia Mundial de Combate ao Fumo é uma oportunidade importante para falar sobre um risco que muitas pessoas desconhecem: a relação direta entre o tabagismo e os aneurismas cerebrais. Ao longo da minha atuação como neurocirurgião vascular, acompanho pacientes que descobrem um aneurisma de forma inesperada e se perguntam quais fatores podem aumentar o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O Dia Mundial de Combate ao Fumo é uma oportunidade importante para falar sobre um risco que muitas pessoas desconhecem: a relação direta entre o tabagismo e os aneurismas cerebrais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha atuação como neurocirurgião vascular, acompanho pacientes que descobrem um aneurisma de forma inesperada e se perguntam quais fatores podem aumentar o risco de ruptura. Entre todos os fatores modificáveis, o cigarro ocupa um dos primeiros lugares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parar de fumar é uma das medidas mais importantes para proteger os vasos sanguíneos do cérebro e reduzir a chance de uma hemorragia potencialmente grave.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como o cigarro afeta os vasos sanguíneos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada cigarro libera substâncias tóxicas que provocam inflamação, lesam a parede dos vasos e favorecem alterações na circulação sanguínea. Com o passar dos anos, esse processo enfraquece a estrutura das artérias e contribui para a formação e o crescimento dos aneurismas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o tabagismo aumenta o estresse sobre a parede vascular, tornando essas dilatações mais vulneráveis à ruptura.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Por que o risco de ruptura aumenta?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversos estudos mostram que fumantes apresentam um risco significativamente maior de desenvolver aneurismas e, principalmente, de sofrer uma hemorragia causada por sua ruptura. Estima-se que pessoas que fumam tenham entre quatro e dez vezes mais chances de apresentar esse tipo de sangramento quando comparadas aos não fumantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um aneurisma cerebral se rompe, ocorre uma hemorragia subaracnoide, uma emergência neurológica que exige atendimento imediato e pode deixar sequelas permanentes ou colocar a vida em risco.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quem deve ter atenção redobrada?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cuidado deve ser ainda maior para pessoas que apresentam outros fatores de risco, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Histórico familiar de aneurisma cerebral;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Hipertensão arterial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idade acima dos 40 anos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tabagismo de longa duração;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Associação entre cigarro e consumo excessivo de álcool.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, a avaliação especializada permite identificar fatores individuais e definir a necessidade de investigação por exames de imagem.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Parar de fumar ainda faz diferença?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. Independentemente do tempo de tabagismo, interromper o uso do cigarro reduz progressivamente os danos aos vasos sanguíneos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora um aneurisma já existente exija acompanhamento específico, abandonar o tabagismo diminui o risco de crescimento da lesão, reduz a probabilidade de ruptura e beneficia toda a saúde cardiovascular. Essa decisão também reduz o risco de AVC, infarto e diversas outras doenças associadas ao cigarro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Prevenção também faz parte do tratamento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em aneurismas, o tratamento vai muito além da cirurgia ou da embolização. Controlar a pressão arterial, abandonar o cigarro, manter hábitos saudáveis e realizar acompanhamento médico quando indicado são medidas que ajudam a reduzir riscos e preservar a saúde cerebral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião vascular, acredito que informação e prevenção caminham lado a lado. Muitas complicações graves podem ser evitadas quando identificamos os fatores de risco precocemente e atuamos antes que uma ruptura aconteça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você fuma, possui histórico familiar de aneurisma ou já recebeu esse diagnóstico, procure uma avaliação especializada. Cada caso deve ser analisado de forma individualizada para que a estratégia de acompanhamento ou tratamento ofereça a maior segurança possível.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>AVC hemorrágico: é possível que o cérebro &#8220;volte ao normal&#8221;?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 16:46:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[avc]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico avc]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento AVC]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das perguntas que mais escuto de pacientes e familiares após um AVC hemorrágico é: &#8220;O cérebro pode voltar ao normal?&#8221; A resposta depende de diversos fatores, como a extensão do sangramento, a região afetada, a rapidez do atendimento e o início da reabilitação. Embora as células cerebrais destruídas pelo sangramento não se regenerem, isso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Uma das perguntas que mais escuto de pacientes e familiares após um AVC hemorrágico é: &#8220;O cérebro pode voltar ao normal?&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta depende de diversos fatores, como a extensão do sangramento, a região afetada, a rapidez do atendimento e o início da reabilitação. Embora as células cerebrais destruídas pelo sangramento não se regenerem, isso não significa que a recuperação esteja limitada. O cérebro possui uma capacidade extraordinária de adaptação, conhecida como neuroplasticidade, que pode devolver funções importantes ao paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que acontece durante um AVC hemorrágico?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe dentro do cérebro, provocando sangramento no tecido cerebral ou ao seu redor. Além da interrupção do funcionamento normal da região afetada, o sangue exerce pressão sobre o cérebro e desencadeia uma série de alterações inflamatórias. Como consequência, parte das células nervosas pode sofrer danos irreversíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo da localização do sangramento, o paciente pode apresentar perda de força, alterações da fala, dificuldades de equilíbrio, problemas de memória ou alterações cognitivas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>As células cerebrais podem se regenerar?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As células que morreram em decorrência do AVC não são substituídas por novas células capazes de desempenhar exatamente a mesma função. Entretanto, isso não significa que a recuperação seja impossível. O cérebro possui mecanismos que permitem reorganizar suas conexões, fortalecendo circuitos já existentes e criando novas formas de executar determinadas funções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente essa capacidade de reorganização que explica por que muitos pacientes conseguem recuperar movimentos, linguagem e autonomia ao longo dos meses.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que é a neuroplasticidade?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de modificar sua estrutura e seu funcionamento em resposta às necessidades do organismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um AVC, áreas saudáveis podem assumir, parcial ou totalmente, funções antes desempenhadas pela região lesionada. Esse processo ocorre gradualmente e depende de estímulos adequados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais direcionada for a reabilitação, maiores são as chances de o cérebro desenvolver novas conexões eficientes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>A importância da reabilitação precoce</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento não termina quando o paciente recebe alta hospitalar. A fase de reabilitação é uma das etapas mais importantes para recuperar qualidade de vida. Fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, neuropsicologia e acompanhamento médico especializado trabalham em conjunto para estimular o cérebro durante esse período de adaptação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada exercício realizado contribui para fortalecer novas conexões neurais e favorecer a recuperação funcional.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quais fatores influenciam a recuperação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A evolução após um AVC hemorrágico varia de pessoa para pessoa, mas entre os principais fatores que influenciam o prognóstico estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A extensão do sangramento.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A região cerebral afetada.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A idade do paciente.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A rapidez do atendimento inicial.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O controle das doenças associadas, como hipertensão e diabetes.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A adesão ao programa de reabilitação.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses elementos ajudam a determinar o potencial de recuperação e orientam o planejamento terapêutico.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Existe esperança após um AVC hemorrágico</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha experiência como neurocirurgião, acompanhei inúmeros pacientes que conseguiram recuperar funções importantes graças ao tratamento adequado e à reabilitação intensiva. Cada caso apresenta desafios próprios, mas a medicina evoluiu significativamente tanto no manejo da fase aguda quanto nas estratégias de recuperação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico precoce, o tratamento especializado e uma reabilitação bem conduzida permitem que muitos pacientes retomem atividades, recuperem independência e conquistem uma qualidade de vida muito superior àquela imaginada logo após o AVC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, diante de um AVC hemorrágico, o mais importante é agir rapidamente e iniciar o tratamento o quanto antes. Cada minuto faz diferença na preservação do cérebro e cada etapa da recuperação representa uma nova oportunidade para explorar todo o potencial da neuroplasticidade.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>A cirurgia é o único tratamento para a Malformação Arteriovenosa Cerebral?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/08/06/a-cirurgia-e-o-unico-tratamento-para-a-malformacao-arteriovenosa-cerebral/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 20:55:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[neurocirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[malformação arteriovenosa cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[MAV]]></category>
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					<description><![CDATA[Receber o diagnóstico de uma Malformação Arteriovenosa Cerebral (MAV) costuma gerar muitas dúvidas. Uma das perguntas mais frequentes que recebo no consultório é se a cirurgia é sempre necessária. A resposta é: depende. O tratamento da MAV é altamente individualizado e leva em consideração características específicas da malformação, o risco de sangramento e as condições [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de uma Malformação Arteriovenosa Cerebral (MAV) costuma gerar muitas dúvidas. Uma das perguntas mais frequentes que recebo no consultório é se a cirurgia é sempre necessária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta é: depende. O tratamento da MAV é altamente individualizado e leva em consideração características específicas da malformação, o risco de sangramento e as condições clínicas de cada paciente. Atualmente, contamos com diferentes estratégias terapêuticas, que podem ser utilizadas de forma isolada ou combinadas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que é uma Malformação Arteriovenosa Cerebral?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A MAV é uma alteração nos vasos sanguíneos do cérebro em que artérias e veias se conectam diretamente, sem a presença dos capilares que normalmente fazem essa transição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa comunicação anormal faz com que o sangue circule sob alta pressão nas veias, aumentando o risco de ruptura e hemorragia cerebral. Além disso, alguns pacientes podem apresentar crises convulsivas, dores de cabeça ou déficits neurológicos, enquanto outros descobrem a malformação por acaso durante exames de imagem.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como escolho o melhor tratamento?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão terapêutica nunca é baseada apenas na presença da MAV. Durante a avaliação, considero fatores como o tamanho da lesão, sua localização, o padrão dos vasos envolvidos, a presença ou não de sangramento prévio, a idade do paciente, os sintomas apresentados e o risco que a malformação representa ao longo da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas informações permitem definir a estratégia que oferece o maior benefício com o menor risco possível.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quando a cirurgia é indicada?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A microcirurgia continua sendo uma excelente opção para muitos pacientes, principalmente quando a MAV está localizada em áreas acessíveis e pode ser removida com segurança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, a retirada completa da malformação elimina o risco futuro de sangramento relacionado àquela lesão. Entretanto, nem toda MAV apresenta características favoráveis para uma abordagem cirúrgica, e essa decisão deve ser cuidadosamente planejada.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O papel da embolização endovascular</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A embolização é um procedimento minimamente invasivo realizado por meio de cateteres introduzidos pelos vasos sanguíneos. Durante o procedimento, materiais específicos são utilizados para reduzir ou interromper o fluxo sanguíneo dentro da malformação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns pacientes, a embolização faz parte do tratamento definitivo. Em outros, ela é utilizada antes da cirurgia para diminuir o tamanho da MAV e reduzir o risco de sangramento durante a operação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quando a radiocirurgia pode ser a melhor alternativa?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A radiocirurgia é indicada principalmente para malformações menores ou localizadas em regiões profundas e delicadas do cérebro, onde uma cirurgia aberta poderia representar riscos elevados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa técnica utiliza radiação altamente direcionada para provocar o fechamento progressivo dos vasos anormais. O efeito não é imediato e pode ocorrer ao longo de meses ou anos, mas representa uma alternativa importante em casos bem selecionados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Em alguns casos, apenas acompanhar é a melhor decisão</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem toda MAV exige tratamento imediato, quando o risco de intervenção é maior do que o risco natural da própria malformação, o acompanhamento periódico pode ser a conduta mais segura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse seguimento inclui consultas regulares, exames de imagem e reavaliações constantes para identificar qualquer mudança que justifique uma nova estratégia terapêutica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Um tratamento individualizado faz toda a diferença</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A evolução da neurocirurgia vascular permitiu que cada paciente fosse tratado de maneira muito mais personalizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião, meu objetivo é analisar cuidadosamente cada detalhe da malformação e definir a estratégia mais segura, utilizando recursos modernos como microcirurgia, embolização endovascular e radiocirurgia sempre que indicados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada caso é único, por isso, a melhor decisão nasce de uma avaliação especializada, baseada em conhecimento técnico, tecnologia e planejamento individualizado, buscando preservar funções neurológicas e oferecer o melhor resultado possível para cada paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Aneurismas múltiplos: conheça o tratamento e como acontece a recuperação</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/07/28/aneurismas-multiplos-conheca-o-tratamento-e-como-acontece-a-recuperacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 22:34:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[aneurisma]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento aneurisma]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Receber o diagnóstico de um aneurisma cerebral já costuma gerar muitas dúvidas. Quando os exames identificam mais de um aneurisma, é comum que a preocupação seja ainda maior. Felizmente, os avanços da neurocirurgia permitem um planejamento altamente individualizado, capaz de oferecer tratamentos seguros e eficazes para cada situação. A decisão sobre a melhor estratégia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de um aneurisma cerebral já costuma gerar muitas dúvidas. Quando os exames identificam mais de um aneurisma, é comum que a preocupação seja ainda maior. Felizmente, os avanços da neurocirurgia permitem um planejamento altamente individualizado, capaz de oferecer tratamentos seguros e eficazes para cada situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão sobre a melhor estratégia depende de uma análise criteriosa das características de cada aneurisma e das condições clínicas do paciente.</span></p>
<p><b>O que são aneurismas múltiplos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chamamos de aneurismas múltiplos a presença de duas ou mais dilatações nas artérias cerebrais de um mesmo paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses aneurismas podem ter tamanhos, formatos e localizações diferentes, o que significa que cada um apresenta um risco específico de crescimento ou ruptura. Por isso, nem sempre todos exigem o mesmo tipo de tratamento ou precisam ser abordados ao mesmo tempo.</span></p>
<p><b>Como defino o melhor tratamento?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer decisão, avalio diversos fatores, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">quantidade de aneurismas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tamanho e formato de cada lesão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">localização nas artérias cerebrais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">idade e condições gerais de saúde do paciente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">histórico de ruptura ou sangramento.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse planejamento permite escolher a estratégia que oferece maior segurança e melhores resultados a longo prazo.</span></p>
<p><b>Quais tratamentos podem ser utilizados?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, contamos com duas principais modalidades de tratamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A embolização endovascular é realizada por meio de um cateter introduzido pela circulação sanguínea. Com técnicas minimamente invasivas, é possível isolar o aneurisma da circulação, reduzindo o risco de ruptura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a clipagem microcirúrgica consiste na colocação de um pequeno clipe metálico na base do aneurisma, interrompendo a entrada de sangue na dilatação e preservando o fluxo normal da artéria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns pacientes, essas duas técnicas podem ser utilizadas de forma complementar, tratando aneurismas diferentes conforme suas características.</span></p>
<p><b>Como é a recuperação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recuperação varia bastante de acordo com o tratamento realizado e com a condição em que o aneurisma foi diagnosticado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o procedimento é feito de forma programada, antes da ruptura, a recuperação costuma ser mais rápida e muitos pacientes retomam suas atividades gradualmente em poucas semanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos casos em que já houve hemorragia cerebral, o processo pode ser mais longo, exigindo internação, reabilitação e acompanhamento multidisciplinar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentemente da técnica utilizada, o seguimento clínico e os exames de controle são fundamentais para monitorar a evolução e garantir a segurança do tratamento.</span></p>
<p><b>Cada caso exige uma estratégia personalizada</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ter aneurismas múltiplos não significa, necessariamente, um prognóstico pior. O fator mais importante é realizar uma avaliação especializada para definir qual aneurisma deve ser tratado, quando isso deve acontecer e qual técnica oferece o melhor equilíbrio entre segurança e eficácia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião, meu objetivo é elaborar um planejamento individualizado, baseado em evidências científicas, tecnologia e experiência, para oferecer a cada paciente a melhor conduta possível e reduzir ao máximo o risco de complicações.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Descompressão microvascular: quando a cirurgia pode devolver qualidade de vida a quem convive com a neuralgia do trigêmeo</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/07/24/descompressao-microvascular-quando-a-cirurgia-pode-devolver-qualidade-de-vida-a-quem-convive-com-a-neuralgia-do-trigemeo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:06:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[descompressão microvascular]]></category>
		<category><![CDATA[neuralgia do trigêmeo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[A neuralgia do trigêmeo é considerada uma das dores mais intensas que uma pessoa pode sentir. Muitos pacientes descrevem as crises como choques elétricos repentinos no rosto, capazes de dificultar atividades simples, como falar, escovar os dentes, comer ou até sentir o vento tocar a pele. Embora o tratamento inicial seja feito com medicamentos, eles [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A neuralgia do trigêmeo é considerada uma das dores mais intensas que uma pessoa pode sentir. Muitos pacientes descrevem as crises como choques elétricos repentinos no rosto, capazes de dificultar atividades simples, como falar, escovar os dentes, comer ou até sentir o vento tocar a pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o tratamento inicial seja feito com medicamentos, eles nem sempre conseguem controlar a dor por tempo prolongado. Quando isso acontece, a descompressão microvascular pode ser a melhor alternativa para tratar a causa do problema.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que causa a neuralgia do trigêmeo?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria dos casos, a neuralgia do trigêmeo acontece porque um vaso sanguíneo comprime continuamente o nervo trigêmeo na sua saída do tronco cerebral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa compressão provoca um desgaste da camada protetora do nervo (mielina), favorecendo a transmissão inadequada dos impulsos nervosos e desencadeando crises de dor extremamente intensas. Identificar essa causa é fundamental para definir o tratamento mais adequado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando a cirurgia é indicada?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre avalio cada paciente de forma individualizada. A descompressão microvascular costuma ser indicada quando:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os medicamentos deixam de controlar a dor;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">doses elevadas passam a causar efeitos colaterais importantes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">as crises se tornam frequentes e incapacitantes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os exames mostram a compressão do nervo por um vaso sanguíneo.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas situações, a cirurgia pode oferecer um controle muito mais duradouro dos sintomas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como funciona a descompressão microvascular?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da cirurgia é eliminar a causa da dor. Por meio de uma pequena abertura atrás da orelha, alcanço a região onde o nervo trigêmeo emerge do cérebro. Utilizando microscopia cirúrgica e técnicas de alta precisão, identifico o vaso responsável pela compressão e o afasto cuidadosamente do nervo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre eles é colocado um pequeno material biocompatível que impede um novo contato, preservando tanto o nervo quanto o vaso sanguíneo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente de outros tratamentos que atuam lesionando parcialmente o nervo, a descompressão microvascular busca preservar sua função.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quais são as vantagens desse tratamento?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando bem indicada, essa técnica oferece diversos benefícios, entre eles estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">alívio imediato da dor em grande parte dos pacientes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">altas taxas de controle da neuralgia a longo prazo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">preservação da sensibilidade da face;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">menor necessidade do uso contínuo de medicamentos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses resultados fazem da descompressão microvascular o tratamento cirúrgico considerado padrão-ouro para pacientes com compressão vascular do nervo trigêmeo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Nem todo paciente precisa da mesma abordagem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem outras opções de tratamento para a neuralgia do trigêmeo, como procedimentos percutâneos e radiocirurgia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha depende de fatores como idade, condições clínicas, intensidade da dor, exames de imagem e características anatômicas de cada caso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, uma avaliação especializada é indispensável para definir qual estratégia oferece mais segurança e melhores resultados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O diagnóstico correto faz toda a diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Conviver com dores intensas no rosto não deve ser considerado normal, e quando existe compressão vascular do nervo trigêmeo, tratar apenas os sintomas pode não ser suficiente. Em muitos casos, é possível atuar diretamente na origem do problema e proporcionar uma melhora significativa da qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião, meu compromisso é oferecer uma avaliação criteriosa, utilizando tecnologia, experiência e planejamento individualizado para indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Tap Test: o que é e como ele ajuda no tratamento da hidrocefalia</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/07/17/tap-test-o-que-e-e-como-ele-ajuda-no-tratamento-da-hidrocefalia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 15:40:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[A Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) é uma condição que pode comprometer significativamente a qualidade de vida, principalmente em pessoas idosas. Ela costuma causar dificuldade para caminhar, alterações cognitivas e perda do controle urinário, sintomas que muitas vezes são confundidos com o envelhecimento natural ou outras doenças neurológicas. Para definir se o paciente pode se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) é uma condição que pode comprometer significativamente a qualidade de vida, principalmente em pessoas idosas. Ela costuma causar dificuldade para caminhar, alterações cognitivas e perda do controle urinário, sintomas que muitas vezes são confundidos com o envelhecimento natural ou outras doenças neurológicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para definir se o paciente pode se beneficiar da cirurgia de implante de uma válvula, utilizamos um exame chamado Tap Test, uma ferramenta importante no planejamento do tratamento.</span></p>
<h3><b>O que é o Tap Test?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Tap Test, também conhecido como teste de drenagem lombar, é um procedimento diagnóstico que avalia a resposta do organismo após a retirada de uma pequena quantidade de líquido cefalorraquidiano (LCR).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa retirada é realizada por meio de uma punção lombar, semelhante à utilizada em outros exames neurológicos. O objetivo é verificar se a redução temporária da quantidade de líquido ao redor do cérebro melhora os sintomas apresentados pelo paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como o exame é realizado?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O procedimento costuma ser realizado em ambiente hospitalar ou ambulatorial, com anestesia local.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a retirada do líquido cefalorraquidiano, a equipe acompanha o paciente por algumas horas ou dias, avaliando principalmente mudanças na marcha, no equilíbrio, na memória e em outras funções cognitivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, testes específicos de caminhada e avaliações neuropsicológicas são realizados antes e depois do procedimento para comparar os resultados de forma objetiva.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como o resultado ajuda na decisão do tratamento?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o paciente apresenta melhora clínica após o Tap Test, isso indica que ele tem maior probabilidade de responder positivamente ao implante de uma válvula para tratamento da Hidrocefalia de Pressão Normal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o exame não seja o único critério utilizado, ele fornece informações extremamente valiosas para tornar a indicação cirúrgica mais segura e individualizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo quando a melhora é discreta, o resultado é analisado em conjunto com os sintomas, os exames de imagem e a avaliação clínica completa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O Tap Test substitui outros exames?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não, o diagnóstico da Hidrocefalia de Pressão Normal depende da combinação de diversos elementos, incluindo história clínica, exame neurológico, ressonância magnética ou tomografia e avaliações funcionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Tap Test faz parte desse conjunto de informações e contribui para aumentar a segurança na tomada de decisão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A importância de uma avaliação especializada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Hidrocefalia de Pressão Normal é uma das poucas causas de dificuldade para caminhar e perda cognitiva que pode apresentar melhora significativa com o tratamento adequado. Por isso, identificar corretamente os pacientes que realmente podem se beneficiar da cirurgia faz toda a diferença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião, realizo uma avaliação criteriosa de cada caso, utilizando exames complementares e tecnologias diagnósticas para definir a melhor estratégia terapêutica. O objetivo é oferecer um tratamento seguro, individualizado e com potencial de proporcionar mais independência e qualidade de vida ao paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title></title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/07/07/1371/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 00:35:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[glioblastoma.]]></category>
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					<description><![CDATA[O tratamento do glioblastoma evoluiu muito nos últimos anos, principalmente graças ao desenvolvimento de tecnologias que tornam a cirurgia mais precisa e segura. Entre elas, uma das que mais contribui para melhores resultados é a cirurgia guiada por fluorescência. Essa técnica me permite identificar com maior clareza os limites do tumor durante o procedimento, aumentando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento do glioblastoma evoluiu muito nos últimos anos, principalmente graças ao desenvolvimento de tecnologias que tornam a cirurgia mais precisa e segura. Entre elas, uma das que mais contribui para melhores resultados é a cirurgia guiada por fluorescência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa técnica me permite identificar com maior clareza os limites do tumor durante o procedimento, aumentando as chances de uma ressecção mais completa e preservando o tecido cerebral saudável.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O desafio de remover um glioblastoma</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O glioblastoma é um dos tumores cerebrais mais agressivos e infiltrativos. Diferentemente de outros tumores, ele não apresenta uma separação nítida entre a lesão e o cérebro normal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa que, durante a cirurgia, nem sempre é possível identificar apenas pela aparência onde termina o tumor e onde começa o tecido saudável. Encontrar esse equilíbrio é um dos maiores desafios da neurocirurgia: retirar o máximo possível da doença sem comprometer funções importantes, como fala, movimentos, memória ou visão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como funciona a cirurgia guiada por fluorescência?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da cirurgia, o paciente recebe uma substância específica, como o 5-ALA ou, em alguns casos, fluoresceína.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses compostos são absorvidos preferencialmente pelas células do glioblastoma. Durante o procedimento, utilizo um microscópio cirúrgico equipado com filtros especiais que fazem essas células emitirem fluorescência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, o tumor &#8220;brilha&#8221; sob uma luz específica, permitindo uma diferenciação muito mais precisa entre o tecido comprometido e o cérebro preservado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quais são os benefícios dessa tecnologia?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A fluorescência oferece uma importante vantagem durante a cirurgia: ampliar a capacidade de identificar áreas tumorais que poderiam passar despercebidas na visualização convencional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais benefícios estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">maior taxa de remoção do tumor;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">preservação das áreas cerebrais responsáveis por funções essenciais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">planejamento cirúrgico mais preciso;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">possibilidade de melhores resultados no tratamento associado à radioterapia e à quimioterapia.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversos estudos demonstram que uma ressecção mais extensa do glioblastoma está associada a melhores desfechos clínicos e maior tempo de controle da doença.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A tecnologia faz parte de uma estratégia completa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser um recurso extremamente valioso, a fluorescência é apenas uma das ferramentas utilizadas durante a cirurgia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada caso exige uma análise individualizada. A localização do tumor, os exames de imagem, a avaliação neurológica e o planejamento cirúrgico são fundamentais para definir a melhor estratégia para cada paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando necessário, também associamos outras tecnologias, como neuronavegação, monitorização neurofisiológica intraoperatória e técnicas de mapeamento cerebral.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O objetivo sempre é oferecer o tratamento mais seguro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A incorporação de tecnologias modernas tem transformado a neurocirurgia e ampliado as possibilidades de tratamento para pacientes com glioblastoma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião dedicado ao tratamento de tumores cerebrais, procuro utilizar recursos que aumentem a precisão cirúrgica e contribuam para melhores resultados, sempre priorizando a preservação da qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada paciente possui características próprias e merece um planejamento individualizado. A combinação entre experiência, tecnologia e uma avaliação criteriosa é o que permite oferecer um tratamento cada vez mais seguro e eficiente.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Paraganglioma Timpânico x jugular: como a localização altera a estratégia cirúrgica</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/07/03/paraganglioma-timpanico-x-jugular-como-a-localizacao-altera-a-estrategia-cirurgica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:35:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[neurocirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falamos em paragangliomas da cabeça e pescoço, muitas pessoas imaginam que todos esses tumores sejam tratados da mesma forma, mas, na prática, a localização da lesão muda completamente o planejamento cirúrgico, os riscos envolvidos e até os objetivos do tratamento. &#160; Entre os tipos mais conhecidos estão o paraganglioma timpânico e o paraganglioma jugular. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em paragangliomas da cabeça e pescoço, muitas pessoas imaginam que todos esses tumores sejam tratados da mesma forma, mas, na prática, a localização da lesão muda completamente o planejamento cirúrgico, os riscos envolvidos e até os objetivos do tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os tipos mais conhecidos estão o paraganglioma timpânico e o paraganglioma jugular. Apesar de terem origem semelhante, eles se comportam de maneiras bastante diferentes.</span></p>
<h3><b>O que é o paraganglioma?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os paragangliomas são tumores raros que surgem a partir de células do sistema nervoso relacionadas ao controle vascular e hormonal. Na região da cabeça e pescoço, eles costumam ser altamente vascularizados e apresentar crescimento lento, e muitos pacientes convivem com sintomas por anos antes do diagnóstico correto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sinais mais comuns incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Zumbido pulsátil</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda auditiva progressiva</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rouquidão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade para engolir</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sensação de pressão no ouvido</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações da voz</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O que caracteriza o paraganglioma timpânico?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O paraganglioma timpânico se desenvolve no ouvido médio e, geralmente, é um tumor menor e mais localizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria dos casos, o principal sintoma é o zumbido pulsátil, aquele som ritmado que acompanha os batimentos cardíacos, também pode haver redução auditiva gradual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como costuma permanecer restrito à cavidade timpânica, o tratamento cirúrgico tende a ser menos agressivo e com menor risco neurológico. Dependendo da extensão da lesão, muitas vezes é possível realizar uma ressecção precisa, preservando estruturas importantes da audição e reduzindo o risco de sequelas.</span></p>
<h3><b>O que muda no paraganglioma jugular?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O paraganglioma jugular representa um cenário muito mais complexo. Esse tumor cresce próximo ao bulbo da jugular, em uma das áreas mais delicadas da base do crânio, cercada por nervos cranianos e vasos de grande importância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme aumenta de tamanho, ele pode envolver estruturas responsáveis por:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Deglutição</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fala</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mobilidade da língua</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Funcionamento da laringe</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Audição</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, os sintomas costumam ser mais amplos e progressivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do zumbido pulsátil, o paciente pode apresentar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rouquidão persistente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade para engolir</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tonturas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda auditiva importante</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na voz</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fraqueza de músculos da garganta</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Por que a cirurgia é mais desafiadora?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Os paragangliomas jugulares são extremamente vascularizados. Isso significa que possuem grande quantidade de vasos sanguíneos, aumentando o risco de sangramento durante a cirurgia. Além disso, o tumor pode estar aderido a nervos cranianos fundamentais para funções do dia a dia, por esse motivo, o planejamento cirúrgico precisa ser extremamente detalhado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da cirurgia, utilizamos exames que ajudam a entender a relação do tumor com os vasos e nervos ao redor, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ressonância magnética</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiorressonância</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiografia cerebral</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Qual o papel da embolização pré-operatória?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos de paraganglioma jugular, indicamos a embolização antes da cirurgia. Esse procedimento bloqueia parte da circulação sanguínea que alimenta o tumor, reduzindo o sangramento intraoperatório e aumentando a segurança da ressecção, tornando a  embolização uma ferramenta importante principalmente em tumores grandes e altamente vascularizados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Radiocirurgia também pode ser uma opção?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, nem todos os pacientes precisam de cirurgia aberta, dependendo do tamanho do tumor, da idade do paciente, da velocidade de crescimento e do risco neurológico, a radiocirurgia pode ser indicada como tratamento principal ou complementar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa decisão é sempre individualizada, e hoje, os avanços em neuroimagem, microcirurgia, monitorização intraoperatória e radiocirurgia permitem tratamentos muito mais seguros e precisos, mesmo em regiões complexas da base do crânio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O diagnóstico precoce faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintomas como zumbido pulsátil, rouquidão persistente e perda auditiva progressiva nunca devem ser ignorados. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as possibilidades de tratamento com preservação funcional e menor risco de complicações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha prática como neurocirurgião de base de crânio, cada caso é analisado de forma individualizada, sempre buscando equilíbrio entre controle tumoral, segurança cirúrgica e qualidade de vida do paciente.</span></p>
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		<title>Embolização pré-cirúrgica do paraganglioma: como essa estratégia pode reduzir o sangramento em tumores altamente vascularizados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:13:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico de paraganglioma]]></category>
		<category><![CDATA[embolização]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma de jugular]]></category>
		<category><![CDATA[paraganglioma do corpo carotídeo]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento paraganglioma]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falamos em paragangliomas, especialmente os localizados na cabeça e no pescoço, existe uma característica que sempre exige atenção no planejamento cirúrgico: a alta vascularização desses tumores. Paragangliomas costumam receber grande fluxo sanguíneo através de múltiplos vasos arteriais. Isso significa que a cirurgia pode envolver risco aumentado de sangramento, principalmente em lesões maiores ou localizadas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em paragangliomas, especialmente os localizados na cabeça e no pescoço, existe uma característica que sempre exige atenção no planejamento cirúrgico: a alta vascularização desses tumores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Paragangliomas costumam receber grande fluxo sanguíneo através de múltiplos vasos arteriais. Isso significa que a cirurgia pode envolver risco aumentado de sangramento, principalmente em lesões maiores ou localizadas próximas a estruturas nobres, como artérias carótidas, nervos cranianos e base do crânio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é justamente nesse contexto que a embolização pré-cirúrgica se torna uma estratégia importante.</span></p>
<h3><b>O que é a embolização pré-cirúrgica?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A embolização é um procedimento endovascular realizado antes da cirurgia com o objetivo de reduzir o fluxo sanguíneo que alimenta o tumor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o procedimento, um cateter é introduzido pelos vasos sanguíneos até alcançar as artérias responsáveis pela irrigação do paraganglioma. Em seguida, materiais específicos são utilizados para bloquear parcial ou totalmente esses vasos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso reduz significativamente o aporte sanguíneo tumoral antes da ressecção cirúrgica.</span></p>
<h3><b>Por que essa estratégia é tão importante?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tumores hipervascularizados podem dificultar a visualização anatômica durante a cirurgia e aumentar o risco de complicações intraoperatórias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao diminuir o sangramento, a embolização oferece algumas vantagens importantes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">melhora da visibilidade cirúrgica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">redução da perda sanguínea;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">menor necessidade de transfusões;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">maior segurança na dissecção de nervos e vasos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">possibilidade de ressecção mais precisa;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">potencial redução do tempo cirúrgico.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, a embolização ajuda a transformar uma cirurgia extremamente complexa em um procedimento mais controlado e previsível.</span></p>
<h3><b>Quais paragangliomas costumam se beneficiar?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais exemplos são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">paraganglioma do corpo carotídeo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">glomus jugular;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">glomus vagal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tumores paraganglionares da base do crânio.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A indicação depende de fatores como tamanho da lesão, padrão vascular, localização anatômica e relação com vasos importantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todos os casos precisam de embolização, e essa decisão deve ser individualizada após avaliação detalhada dos exames de imagem.</span></p>
<h3><b>Como é feito o planejamento?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O planejamento começa com exames que permitem estudar cuidadosamente a anatomia vascular do tumor, principalmente a angiotomografia, angiorressonância e angiografia cerebral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses exames ajudam a identificar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">quais artérias irrigam o tumor;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o grau de vascularização;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a proximidade com estruturas críticas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o risco cirúrgico individual.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse entendimento detalhado da angioarquitetura tumoral é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica.</span></p>
<h3><b>A embolização substitui a cirurgia?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. Na maioria dos casos, a embolização funciona como uma etapa complementar ao tratamento cirúrgico, onde o objetivo principal continua sendo a remoção segura do tumor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A embolização prepara o cenário para que a cirurgia aconteça com menor risco e maior controle técnico.</span></p>
<h3><b>Tecnologia e estratégia caminham juntas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na neurocirurgia moderna, o sucesso do tratamento depende muito mais do planejamento do que apenas da execução técnica isolada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Procedimentos como a embolização pré-operatória mostram como a integração entre neurocirurgia, neurorradiologia intervencionista e tecnologia avançada pode trazer mais segurança ao paciente e melhores resultados funcionais. Em tumores raros e altamente vascularizados, cada detalhe faz diferença no desfecho final.</span></p>
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