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	<title>Dr. Marcos</title>
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	<description>M&#233;dico</description>
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	<title>Dr. Marcos</title>
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		<title>Vacinação como o escudo principal do seu sistema nervoso</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 17:42:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[meningite]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo da minha prática como neurocirurgião, já acompanhei de perto o impacto de doenças que acometem o sistema nervoso central. Entre elas, a meningite chama atenção pela rapidez com que pode evoluir e pelas consequências que pode deixar. Felizmente, hoje contamos com uma estratégia altamente eficaz para prevenção: a vacinação. O que é a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha prática como neurocirurgião, já acompanhei de perto o impacto de doenças que acometem o sistema nervoso central. Entre elas, a meningite chama atenção pela rapidez com que pode evoluir e pelas consequências que pode deixar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente, hoje contamos com uma estratégia altamente eficaz para prevenção: a vacinação.</span></p>
<h3><b>O que é a meningite e por que ela preocupa?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por vírus, fungos e, principalmente, bactérias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As formas bacterianas são as mais graves. Em questão de horas, o quadro pode evoluir com febre alta, rigidez na nuca, confusão mental e, em situações mais severas, levar a complicações neurológicas importantes ou risco de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do ponto de vista neurológico, trata-se de uma condição que exige diagnóstico e tratamento imediatos.</span></p>
<h3><b>Como a vacinação protege o cérebro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A vacinação atua preparando o sistema imunológico para reconhecer e combater agentes infecciosos antes que eles causem a doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vacinas como a meningocócica ACWY, meningocócica B e a vacina contra o Haemophilus influenzae tipo b (Hib) têm papel fundamental na prevenção das formas mais graves de meningite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao estimular a resposta imunológica, essas vacinas reduzem significativamente o risco de infecção e, consequentemente, protegem o cérebro contra processos inflamatórios que podem gerar sequelas permanentes.</span></p>
<h3><b>Proteção individual e coletiva</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da proteção individual, a vacinação também exerce um efeito coletivo importante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um número maior de pessoas está imunizado, a circulação das bactérias diminui. Isso protege especialmente grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade comprometida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse conceito é essencial quando falamos em doenças infecciosas que podem se disseminar rapidamente.</span></p>
<h3><b>A importância de manter a vacinação em dia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto que observo com frequência é a desatualização do calendário vacinal em adultos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas pessoas associam a vacinação apenas à infância, mas existem reforços e vacinas específicas que devem ser considerados ao longo da vida, principalmente em situações de risco ou conforme orientação médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Manter a vacinação em dia é uma medida simples, mas com impacto direto na prevenção de doenças graves.</span></p>
<h3><b>Quais são os riscos de não se proteger?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a meningite não é prevenida ou tratada a tempo, as consequências podem ser significativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as possíveis complicações estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Déficits cognitivos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crises convulsivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda auditiva</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações motoras</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comprometimento permanente da qualidade de vida</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, a evolução pode ser rápida e grave, reforçando a importância da prevenção.</span></p>
<h3><b>Um cuidado que começa antes da doença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste Dia Mundial de Combate à Meningite, reforço uma orientação prática: revise o seu cartão de vacinação e o da sua família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prevenção ainda é a forma mais eficaz de proteger o sistema nervoso de doenças potencialmente graves, e, nesse cenário, a vacinação ocupa um papel central.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Radioterapia: quando esse tratamento é indicado no câncer de cabeça e pescoço?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/04/14/radioterapia-quando-esse-tratamento-e-indicado-no-cancer-de-cabeca-e-pescoco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 19:10:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[neurocirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando um paciente recebe o diagnóstico de um tumor na região de cabeça e pescoço, uma das dúvidas mais comuns é sobre o papel da radioterapia no tratamento. A radioterapia é uma ferramenta fundamental dentro desse contexto e, quando bem indicada, contribui diretamente para o controle da doença e para a qualidade de vida do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando um paciente recebe o diagnóstico de um tumor na região de cabeça e pescoço, uma das dúvidas mais comuns é sobre o papel da radioterapia no tratamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A radioterapia é uma ferramenta fundamental dentro desse contexto e, quando bem indicada, contribui diretamente para o controle da doença e para a qualidade de vida do paciente.</span></p>
<h3><b>O que é a radioterapia e como ela atua?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A radioterapia utiliza radiação ionizante direcionada para destruir células tumorais ou impedir sua multiplicação. É um tratamento altamente planejado, com tecnologia avançada, que permite atingir o tumor com precisão, preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa precisão é especialmente relevante na região de cabeça e pescoço, onde estruturas nobres, como nervos, vasos e áreas responsáveis por funções essenciais, estão muito próximas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Em quais situações a radioterapia é indicada?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A indicação da radioterapia depende de diversos fatores, como o tipo do tumor, sua localização, estágio da doença e condições clínicas do paciente. De forma geral, ela pode ser utilizada em diferentes cenários:</span></p>
<ol>
<li>
<h4><b> Como tratamento principal</b></h4>
</li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tumores iniciais, a radioterapia pode ser utilizada como tratamento definitivo, com bons índices de controle da doença. Em alguns casos, evita a necessidade de cirurgias mais extensas, preservando funções importantes.</span></p>
<ol start="2">
<li>
<h4><b> Após a cirurgia (tratamento adjuvante)</b></h4>
</li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o tumor é removido cirurgicamente, a radioterapia pode ser indicada para eliminar possíveis células tumorais remanescentes, reduzindo o risco de recidiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa decisão é baseada em critérios como margens cirúrgicas, agressividade do tumor e envolvimento de estruturas adjacentes.</span></p>
<ol start="3">
<li>
<h4><b> Associada à quimioterapia</b></h4>
</li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Em casos mais avançados, a combinação de radioterapia com quimioterapia, chamada de radioquimioterapia, pode aumentar o controle local da doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa estratégia potencializa o efeito do tratamento e é indicada quando há maior risco de progressão tumoral.</span></p>
<ol start="4">
<li>
<h4><b> Com finalidade paliativa</b></h4>
</li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações em que o tumor não pode ser removido ou controlado de forma curativa, a radioterapia tem um papel importante no alívio de sintomas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela pode reduzir dor, sangramentos, compressões e outros desconfortos, proporcionando mais qualidade de vida ao paciente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A importância do planejamento individualizado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada caso deve ser avaliado de forma criteriosa. A decisão sobre o uso da radioterapia não é isolada, ela faz parte de um planejamento multidisciplinar que envolve neurocirurgiões, oncologistas, radioterapeutas, entre outros especialistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa integração permite definir a melhor estratégia para cada paciente, considerando não apenas o controle da doença, mas também a preservação funcional e o impacto no dia a dia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tecnologia e precisão a favor do paciente</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os avanços tecnológicos tornaram a radioterapia cada vez mais segura e eficaz. Técnicas modernas permitem mapear com precisão a área a ser tratada, reduzindo efeitos colaterais e melhorando os resultados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse é um ponto essencial quando lidamos com regiões tão delicadas quanto a cabeça e o pescoço.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Um tratamento que faz parte de uma estratégia maior</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A radioterapia não deve ser vista de forma isolada, mas como parte de um plano terapêutico amplo, construído com base em evidências e na individualidade de cada paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Informação de qualidade, acompanhamento próximo e decisões bem fundamentadas são pilares fundamentais para oferecer segurança, confiança e melhores desfechos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você ou alguém próximo está passando por esse tipo de diagnóstico, buscar avaliação especializada é um passo importante para entender as opções disponíveis e seguir com mais clareza no tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Muito além dos tremores: como identificar os sinais precoces da Doença de Parkinson</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/04/07/muito-alem-dos-tremores-como-identificar-os-sinais-precoces-da-doenca-de-parkinson/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 18:10:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[Parkinson]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento parkinson]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, considero essencial ampliar a forma como enxergamos essa condição. Na prática clínica, ainda é comum associar o Parkinson apenas ao tremor, mas, na realidade, os primeiros sinais podem ser muito mais sutis e, muitas vezes, passam despercebidos. Reconhecer essas manifestações precocemente pode fazer diferença no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, considero essencial ampliar a forma como enxergamos essa condição. Na prática clínica, ainda é comum associar o Parkinson apenas ao tremor, mas, na realidade, os primeiros sinais podem ser muito mais sutis e, muitas vezes, passam despercebidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reconhecer essas manifestações precocemente pode fazer diferença no acompanhamento, no controle dos sintomas e na qualidade de vida ao longo dos anos.</span></p>
<h3><b>O que acontece no cérebro?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva de neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor fundamental para o controle dos movimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa redução impacta diretamente a fluidez dos movimentos, o tônus muscular e diversos circuitos cerebrais que vão além da parte motora.</span></p>
<h3><b>Sinais motores: os mais conhecidos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sintomas motores costumam ser os mais lembrados, mas nem sempre são os primeiros a aparecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais sinais, destaco:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tremor de repouso, geralmente iniciando em uma das mãos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lentidão dos movimentos (bradicinesia), percebida em tarefas simples do dia a dia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rigidez muscular, com sensação de “travamento”</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na escrita, com letras progressivamente menores (micrografia)</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sinais tendem a evoluir de forma gradual e assimétrica, principalmente nas fases iniciais.</span></p>
<h3><b>Sinais não motores: os primeiros alertas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos pacientes, os sintomas não motores surgem anos antes das alterações motoras. Esse é um ponto importante e ainda pouco valorizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns sinais que merecem atenção:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda do olfato sem causa aparente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Constipação intestinal persistente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Distúrbios do sono, especialmente sonhos intensos com movimentos durante a noite</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações de humor, como depressão, apatia ou desmotivação</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas manifestações costumam ser interpretadas de forma isolada, o que pode atrasar a suspeita diagnóstica.</span></p>
<h3><b>Por que o diagnóstico precoce é relevante?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Identificar o Parkinson em fases iniciais permite um acompanhamento mais próximo e estratégias terapêuticas mais eficazes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, contamos com abordagens que vão desde o tratamento medicamentoso até terapias mais avançadas em casos selecionados, sempre com o objetivo de preservar a funcionalidade e a autonomia do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, intervenções precoces em estilo de vida, reabilitação e suporte multidisciplinar têm impacto direto na evolução da doença.</span></p>
<h3><b>O papel da avaliação especializada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico da Doença de Parkinson é clínico e deve ser realizado por um profissional experiente, com base na história do paciente e no exame neurológico detalhado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exames complementares podem ser utilizados em situações específicas, principalmente para afastar outras condições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha prática, valorizo uma análise individualizada, considerando não apenas os sintomas, mas o contexto global do paciente, algo essencial em doenças de evolução crônica.</span></p>
<h3><b>Um olhar mais atento faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A conscientização sobre o Parkinson começa pelo reconhecimento de que os sinais iniciais nem sempre são evidentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pequenas mudanças no corpo ou no comportamento merecem atenção, especialmente quando persistem ou evoluem ao longo do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, reforço a importância de olhar além do óbvio. O cérebro costuma dar sinais e saber interpretá-los no momento certo pode mudar o curso da doença. </span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Diabetes: uma condição que pode afetar a sua saúde cerebral</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/03/31/diabetes-uma-condicao-que-pode-afetar-a-sua-saude-cerebral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:39:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[saúde cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falamos em diabetes, a maioria das pessoas pensa imediatamente no controle da glicose, na alimentação e nas possíveis complicações cardiovasculares, mas existe um aspecto que merece atenção especial: o impacto direto dessa condição no cérebro. Ao longo da minha prática como neurocirurgião, vejo com frequência como doenças sistêmicas podem influenciar a saúde neurológica. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em diabetes, a maioria das pessoas pensa imediatamente no controle da glicose, na alimentação e nas possíveis complicações cardiovasculares, mas existe um aspecto que merece atenção especial: o impacto direto dessa condição no cérebro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha prática como neurocirurgião, vejo com frequência como doenças sistêmicas podem influenciar a saúde neurológica. O diabetes é um dos exemplos mais relevantes e, muitas vezes, silenciosos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como o diabetes afeta o cérebro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O cérebro depende de um fluxo sanguíneo adequado e de um metabolismo energético eficiente para funcionar bem. E o diabetes interfere nesses dois pilares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Níveis elevados de glicose ao longo do tempo provocam lesões nos vasos sanguíneos, inclusive nos pequenos vasos cerebrais. Esse processo, chamado de microangiopatia, compromete a entrega de oxigênio e nutrientes às células nervosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a resistência à insulina, característica comum no diabetes tipo 2, impacta diretamente o funcionamento dos neurônios. A insulina também tem papel no cérebro, participando de processos ligados à memória e ao aprendizado. Quando esse sistema não funciona bem, há prejuízo cognitivo progressivo.</span></p>
<h3><b>Riscos associados: mais do que números alterados</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pacientes com diabetes apresentam maior risco de desenvolver:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Declínio cognitivo precoce</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Demência, incluindo doença de Alzheimer</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acidente Vascular Cerebral (AVC)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na memória, atenção e velocidade de raciocínio</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse impacto não costuma acontecer de forma abrupta, é um processo gradual, que pode passar despercebido nos estágios iniciais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O envelhecimento cerebral acelerado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto importante é que o diabetes pode acelerar o envelhecimento do cérebro. Estudos mostram redução do volume cerebral e alterações estruturais em pacientes com controle glicêmico inadequado ao longo dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso significa que o cérebro envelhece mais rápido do que o esperado para a idade cronológica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>É possível proteger o cérebro?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, e esse é um dos pontos mais importantes. O controle adequado do diabetes não protege apenas o coração, os rins ou a visão, ele também é uma estratégia essencial de neuroproteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas medidas fazem diferença direta:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Manter a glicemia dentro das metas estabelecidas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Controlar pressão arterial e colesterol</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Praticar atividade física regular</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ter uma alimentação equilibrada</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Priorizar o sono de qualidade</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimular o cérebro com leitura, aprendizado e interação social</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando investigar mais a fundo?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns sinais merecem atenção, especialmente em quem já tem diagnóstico de diabetes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Esquecimentos frequentes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade de concentração</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lentidão para raciocinar</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mudanças de comportamento ou humor</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, uma avaliação neurológica pode ajudar a identificar precocemente alterações e definir estratégias de acompanhamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Uma visão integrada faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A saúde do cérebro não pode ser analisada de forma isolada, ela está diretamente conectada ao funcionamento do organismo como um todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha rotina clínica e acadêmica, reforço sempre a importância de uma abordagem integrada, baseada em evidência científica e individualização do tratamento. Esse cuidado permite não apenas tratar doenças, mas preservar qualidade de vida ao longo dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você convive com diabetes, vale olhar para além dos exames de rotina. O seu cérebro também faz parte dessa equação, e cuidar dele hoje faz diferença no seu futuro.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Quando a neurocirurgia se torna a estratégia para o controle das crises de epilepsia</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/03/25/quando-a-neurocirurgia-se-torna-a-estrategia-para-o-controle-das-crises-de-epilepsia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 15:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[neurocirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento epilepsia]]></category>
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					<description><![CDATA[Conviver com crises epilépticas recorrentes compromete autonomia, vida social, desempenho profissional e segurança. Para muitos pacientes, o tratamento medicamentoso proporciona controle adequado. No entanto, existe um grupo que permanece com crises apesar do uso correto de múltiplas medicações em doses otimizadas.  Nesses casos, estamos diante da chamada epilepsia refratária, e a neurocirurgia passa a ser [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Conviver com crises epilépticas recorrentes compromete autonomia, vida social, desempenho profissional e segurança. Para muitos pacientes, o tratamento medicamentoso proporciona controle adequado. No entanto, existe um grupo que permanece com crises apesar do uso correto de múltiplas medicações em doses otimizadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, estamos diante da chamada epilepsia refratária, e a neurocirurgia passa a ser considerada como estratégia terapêutica. A decisão, porém, exige avaliação rigorosa e planejamento individualizado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando considerar cirurgia para epilepsia?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De modo geral, consideramos epilepsia farmacorresistente quando o paciente não obtém controle satisfatório das crises após tentativa adequada com pelo menos dois fármacos antiepilépticos apropriados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer indicação cirúrgica, é fundamental responder a três perguntas:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Onde está o foco das crises?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Essa área pode ser abordada com segurança?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual técnica oferece melhor equilíbrio entre eficácia e preservação funcional?</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, realizamos investigação detalhada que inclui:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Eletroencefalograma (EEG) de rotina e, frequentemente, vídeo-EEG prolongado</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ressonância magnética de alta resolução</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Exames funcionais complementares, quando indicados</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Avaliação neuropsicológica</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão é sempre multidisciplinar, envolvendo neurologista especializado em epilepsia, neurocirurgião, neurorradiologista e equipe de apoio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Técnicas ressectivas: remoção do foco epiléptico</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando conseguimos identificar um foco bem delimitado, a cirurgia ressectiva pode ser a melhor alternativa. O exemplo clássico é a lobectomia temporal em casos de epilepsia do lobo temporal mesial, frequentemente associada à esclerose hipocampal. Em pacientes bem selecionados, as taxas de controle completo das crises são expressivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo é remover a área responsável pela descarga epiléptica, preservando ao máximo as funções neurológicas essenciais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Técnicas ablativas: precisão com mínima invasão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações selecionadas, utilizamos abordagens ablativas, como a ablação a laser guiada por imagem. Essa técnica permite destruir o foco epiléptico por meio de energia térmica aplicada com alta precisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as vantagens estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Procedimento minimamente invasivo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Menor tempo de internação</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Recuperação mais rápida</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A indicação depende da localização e do tamanho da lesão, além da proximidade com áreas eloquentes do cérebro.</span></p>
<h3><b>Neuromodulação: controle por estimulação elétrica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o foco não pode ser removido com segurança ou quando existem múltiplas áreas envolvidas, recorremos às terapias de neuromodulação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As principais são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimulação do nervo vago (VNS)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimulação cerebral profunda (DBS)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimulação responsiva (RNS)</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses dispositivos atuam modulando circuitos neurais envolvidos na geração das crises. Em vez de remover tecido cerebral, a estratégia é regular a atividade elétrica anormal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A redução significativa da frequência e intensidade das crises já representa ganho importante na qualidade de vida, mesmo quando não há remissão completa.</span></p>
<h3></h3>
<h3><b>O impacto na qualidade de vida</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A epilepsia refratária afeta desempenho escolar, inserção profissional, autonomia para dirigir e até relações familiares. Muitos pacientes vivem sob constante imprevisibilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando bem indicada, a cirurgia pode proporcionar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Redução drástica das crises</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diminuição da carga medicamentosa</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Maior independência</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhora cognitiva e emocional</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada caso deve ser analisado com cautela, respeitando características individuais e expectativas do paciente e da família.</span></p>
<h3></h3>
<h3><b>Avaliação especializada faz diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A indicação cirúrgica não é automática nem generalizada, ela depende de diagnóstico preciso e planejamento técnico rigoroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para pacientes que convivem com crises persistentes apesar do tratamento medicamentoso adequado, vale discutir a possibilidade de avaliação em centro especializado. A cirurgia pode representar uma mudança significativa de perspectiva.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Dificuldade para engolir? Entenda o que é a disfagia e por que ela não deve ser ignorada</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/03/20/dificuldade-para-engolir-entenda-o-que-e-a-disfagia-e-por-que-ela-nao-deve-ser-ignorada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 13:58:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
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					<description><![CDATA[Engolir é um ato automático para a maioria das pessoas, mas quando surge a sensação de que o alimento “para” na garganta, provoca tosse frequente ou causa engasgos durante as refeições, estamos diante de um sinal de alerta importante: pode se tratar de disfagia. Como neurocirurgião, acompanho muitos pacientes que desenvolvem dificuldade para engolir após [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Engolir é um ato automático para a maioria das pessoas, mas quando surge a sensação de que o alimento “para” na garganta, provoca tosse frequente ou causa engasgos durante as refeições, estamos diante de um sinal de alerta importante: pode se tratar de disfagia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como neurocirurgião, acompanho muitos pacientes que desenvolvem dificuldade para engolir após doenças neurológicas. A disfagia não deve ser subestimada, porque pode trazer consequências clínicas relevantes e impactar diretamente a qualidade de vida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que é disfagia?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Disfagia é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou até mesmo saliva. O paciente pode relatar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sensação de alimento parado na garganta ou no peito</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tosse durante ou após as refeições</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Engasgos frequentes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Necessidade de múltiplas tentativas para engolir</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mudança na voz após beber líquidos</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo de deglutição envolve uma coordenação precisa entre cérebro, nervos cranianos e musculatura da boca, faringe e esôfago, e qualquer alteração neurológica pode comprometer esse mecanismo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Por que a disfagia merece atenção?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal preocupação é o risco de aspiração, que ocorre quando alimento ou líquido seguem para as vias respiratórias em vez do esôfago. Isso pode levar à chamada pneumonia aspirativa, condição potencialmente grave, especialmente em idosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a disfagia pode causar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Desnutrição</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Desidratação</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda de peso involuntária</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Isolamento social, pelo receio de se alimentar em público</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em pacientes mais vulneráveis, essas complicações aumentam o risco de internações e piora do estado geral.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Disfagia e doenças neurológicas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dificuldade para engolir é comum em pessoas com doenças que afetam o sistema nervoso, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Doença de Parkinson</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Doença de Alzheimer</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sequelas de AVC</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tumores cerebrais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Traumatismos cranianos</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um AVC, por exemplo, a disfagia pode surgir de forma súbita, já em doenças neurodegenerativas, tende a evoluir progressivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha prática, vejo com frequência pacientes que apresentam engasgos recorrentes após um evento vascular cerebral. Nesses casos, a investigação e a reabilitação precoce são fundamentais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como é feito o diagnóstico?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico começa pela avaliação clínica detalhada. Em muitos casos, contamos com exames específicos, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Videofluoroscopia da deglutição</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Videoendoscopia da deglutição</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses exames permitem observar em tempo real o trajeto do alimento e identificar riscos de aspiração. E a abordagem costuma envolver equipe multidisciplinar, incluindo neurologista, neurocirurgião, fonoaudiólogo e nutricionista.</span></p>
<p><b>Existe tratamento?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. O tratamento depende da causa e da gravidade, podendo incluir:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reabilitação fonoaudiológica com exercícios específicos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ajustes na consistência dos alimentos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estratégias posturais durante a alimentação</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tratamento da doença neurológica de base</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em algumas situações, quando a disfagia está relacionada a lesões estruturais compressivas, como determinados tumores, o tratamento neurocirúrgico pode fazer parte do plano terapêutico.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quando procurar ajuda?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Engasgos frequentes, tosse persistente durante as refeições ou perda de peso sem explicação são sinais que justificam avaliação médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem já teve AVC ou convive com doenças neurológicas, a atenção deve ser redobrada. Identificar precocemente a disfagia reduz complicações e melhora significativamente o prognóstico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A disfagia é um sintoma que merece ser levado a sério e com avaliação adequada e abordagem multidisciplinar, é possível reduzir riscos, preservar a nutrição e manter qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você ou um familiar apresentam dificuldade para engolir, procure orientação especializada!</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>O perigo silencioso: por que a Malformação Arteriovenosa (MAV) pode passar anos sem sintomas?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/03/10/o-perigo-silencioso-por-que-a-malformacao-arteriovenosa-mav-pode-passar-anos-sem-sintomas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 17:16:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[doença neurológica]]></category>
		<category><![CDATA[malformação arteriovenosa]]></category>
		<category><![CDATA[MAV]]></category>
		<category><![CDATA[neurologista]]></category>
		<category><![CDATA[neurologista BH]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento malformação arteriovenosa]]></category>
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					<description><![CDATA[Muitas pessoas chegam ao consultório com uma pergunta muito semelhante: “Doutor, como algo no cérebro pode existir por tantos anos sem causar nenhum sintoma?” Essa dúvida costuma surgir quando o diagnóstico é de Malformação Arteriovenosa cerebral (MAV), uma alteração vascular que, em muitos casos, permanece silenciosa durante décadas. Entender por que isso acontece ajuda a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Muitas pessoas chegam ao consultório com uma pergunta muito semelhante: “Doutor, como algo no cérebro pode existir por tantos anos sem causar nenhum sintoma?” Essa dúvida costuma surgir quando o diagnóstico é de Malformação Arteriovenosa cerebral (MAV), uma alteração vascular que, em muitos casos, permanece silenciosa durante décadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender por que isso acontece ajuda a reduzir a ansiedade do paciente e também a compreender por que o acompanhamento especializado é tão importante.</span></p>
<h5><b>O que é uma Malformação Arteriovenosa cerebral?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">A Malformação Arteriovenosa (MAV) é uma condição vascular congênita. Isso significa que ela está presente desde o nascimento, embora muitas vezes só seja descoberta na vida adulta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No cérebro normal, o sangue segue um caminho organizado:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">artérias → capilares → veias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na MAV, esse fluxo ocorre de forma diferente. Existe uma conexão direta e anormal entre artérias e veias, sem a presença da rede capilar intermediária. Essa comunicação forma um emaranhado de vasos chamado nidus. Esse conjunto vascular recebe sangue arterial em alta pressão e o direciona rapidamente para o sistema venoso, criando uma circulação turbulenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar desta alteração estrutural, o cérebro frequentemente consegue conviver com essa malformação por muito tempo sem apresentar sinais evidentes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><b>Por que a MAV pode ficar anos sem causar sintomas?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem alguns motivos principais para que a MAV permaneça silenciosa durante muitos anos.</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1">
<h6><b>O cérebro possui grande capacidade de adaptação</b></h6>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema nervoso tem uma impressionante capacidade de adaptação. Quando a MAV se desenvolve lentamente, o cérebro pode reorganizar parte da sua circulação ao redor da malformação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse processo permite que o fluxo sanguíneo continue suprindo as áreas cerebrais próximas, evitando déficits neurológicos evidentes por longos períodos.</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1">
<h6><b>A localização da malformação influencia muito</b></h6>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todas as áreas do cérebro produzem sintomas imediatos quando sofrem alterações. Se a MAV estiver localizada em uma região menos sensível do ponto de vista funcional, a pessoa pode não perceber qualquer mudança neurológica por muitos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, quando ela se encontra próxima a áreas responsáveis por fala, movimento ou visão, a probabilidade de surgirem sintomas tende a ser maior.</span><b></b></p>
<ul>
<li aria-level="1">
<h6><b>Algumas MAVs permanecem estáveis por muito tempo</b></h6>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos pacientes, a malformação mantém dimensões relativamente estáveis ao longo dos anos. Enquanto não há crescimento significativo ou alterações no fluxo sanguíneo, o organismo pode conviver com essa condição sem manifestações clínicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso explica por que algumas MAVs são descobertas de forma incidental, durante exames realizados por outros motivos.</span></p>
<h5><b>Quando a MAV começa a dar sinais?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sendo silenciosa em muitos casos, a Malformação Arteriovenosa pode se manifestar de diferentes formas ao longo da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os sintomas mais frequentes estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dores de cabeça persistentes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crises convulsivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Déficits neurológicos, como perda de força ou alterações na fala</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sangramento cerebral (hemorragia)</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A hemorragia é a manifestação mais temida da MAV. Quando ocorre ruptura de um desses vasos anormais, o sangramento dentro do cérebro pode levar a sintomas súbitos e graves. Em alguns pacientes, infelizmente, o primeiro sinal da malformação pode ser justamente um episódio de hemorragia cerebral.</span></p>
<h5><b>Como a MAV é diagnosticada?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico costuma ser feito por exames de imagem do cérebro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais métodos utilizados estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ressonância magnética</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiotomografia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Angiografia cerebral</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A angiografia continua sendo um dos exames mais detalhados para avaliar a anatomia da malformação, pois permite visualizar com precisão o fluxo sanguíneo dentro do nidus e suas conexões arteriais e venosas. Essa avaliação é essencial para definir a melhor estratégia terapêutica.</span></p>
<h5><b>O tratamento depende de cada caso</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem toda MAV precisa ser tratada imediatamente. A decisão terapêutica depende de diversos fatores, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tamanho da malformação</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">localização no cérebro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">risco de sangramento</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">idade do paciente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">histórico de sintomas ou hemorragia</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o tratamento é indicado, existem diferentes abordagens possíveis:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Microcirurgia: remoção completa da malformação.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Embolização endovascular: fechamento de vasos anormais por cateterismo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Radiocirurgia: aplicação de radiação altamente focalizada para promover o fechamento progressivo da MAV.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, utilizamos estratégias combinadas, aproveitando as vantagens de cada técnica para alcançar maior segurança e melhores resultados.</span></p>
<h5><b>Informação e acompanhamento fazem a diferença</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de uma malformação vascular cerebral pode gerar insegurança. No entanto, hoje temos recursos diagnósticos avançados e estratégias terapêuticas cada vez mais precisas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A avaliação cuidadosa, realizada por uma equipe experiente em neurocirurgia e doenças cerebrovasculares, permite identificar quando tratar, como tratar e qual abordagem oferece mais segurança para cada paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecimento, planejamento e acompanhamento especializado são fundamentais para lidar com uma condição que, muitas vezes, permanece silenciosa, mas que merece atenção e cuidado adequados.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Descobri um Astrocitoma Grau II (crescimento lento): quais as opções de tratamento para garantir segurança e qualidade de vida?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/02/27/descobri-um-astrocitoma-grau-ii-crescimento-lento-quais-as-opcoes-de-tratamento-para-garantir-seguranca-e-qualidade-de-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 16:42:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[astrocitoma]]></category>
		<category><![CDATA[astrocitoma grau II]]></category>
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					<description><![CDATA[Receber o diagnóstico de um astrocitoma grau II costuma gerar muitas dúvidas e inseguranças. Apesar de ser classificado como um tumor de crescimento lento, ele é uma condição que exige acompanhamento especializado e decisões bem individualizadas. Ao longo da minha atuação como neurocirurgião, acompanhei muitos pacientes que chegaram até mim com esse mesmo receio e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de um astrocitoma grau II costuma gerar muitas dúvidas e inseguranças. Apesar de ser classificado como um tumor de crescimento lento, ele é uma condição que exige acompanhamento especializado e decisões bem individualizadas. Ao longo da minha atuação como neurocirurgião, acompanhei muitos pacientes que chegaram até mim com esse mesmo receio e é justamente por isso que informação clara e confiável faz tanta diferença nesse momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O astrocitoma grau II é um tumor cerebral de baixo grau, originado das células gliais chamadas astrócitos. Ele pode acometer adultos e crianças, muitas vezes em pessoas jovens e ativas, o que torna o cuidado com a qualidade de vida um pilar central do tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O primeiro passo: entender o seu caso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existem dois astrocitomas iguais. A decisão terapêutica depende de fatores como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Localização do tumor no cérebro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tamanho e extensão da lesão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sintomas apresentados</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idade do paciente e condição clínica geral</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Características moleculares do tumor</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É essa análise detalhada que permite definir o tratamento mais seguro e eficaz para cada pessoa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Cirurgia: quando é possível, ela costuma ser o pilar do tratamento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre que o tumor está localizado em uma área acessível e segura, a cirurgia para máxima remoção é a principal estratégia inicial. O objetivo não é apenas retirar o tumor, mas fazer isso preservando funções neurológicas, como fala, movimento, memória e visão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje contamos com recursos tecnológicos avançados, como neuronavegação, monitorização neurofisiológica e técnicas microcirúrgicas, que aumentam significativamente a segurança do procedimento. Uma ressecção mais ampla está associada a um melhor controle da doença e maior tempo livre de progressão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Radioterapia e quimioterapia: quando entram em cena?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a cirurgia, alguns pacientes se beneficiam de radioterapia e/ou quimioterapia, especialmente quando:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A remoção total não foi possível</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O tumor apresenta sinais de maior risco de progressão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Há recorrência ao longo do acompanhamento</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses tratamentos têm como objetivo controlar o crescimento tumoral, retardar a progressão da doença e manter a estabilidade neurológica pelo maior tempo possível.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>E quando o tumor não pode ser operado?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações em que a cirurgia apresenta risco elevado, seja pela localização do tumor ou por condições clínicas, o acompanhamento cuidadoso, associado a tratamentos adjuvantes, pode ser a melhor estratégia. Em alguns casos, optamos por observação ativa, com exames periódicos, adiando intervenções até que realmente sejam necessárias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa abordagem não significa “não tratar”, mas sim tratar com prudência, respeitando o equilíbrio entre controle da doença e qualidade de vida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Qualidade de vida é parte do tratamento</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Controlar o tumor é fundamental, mas preservar a autonomia, o bem-estar e os projetos de vida do paciente é igualmente importante. Por isso, o acompanhamento costuma envolver uma equipe multidisciplinar e decisões compartilhadas, sempre baseadas em evidências científicas atualizadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há, sim, espaço para esperança. Muitos pacientes com astrocitoma grau II vivem por muitos anos com boa qualidade de vida, trabalhando, estudando e convivendo com suas famílias.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Informação e individualização fazem a diferença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada decisão deve ser tomada com base em conhecimento técnico, experiência clínica e, principalmente, respeito à história de cada paciente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você ou alguém próximo recebeu esse diagnóstico, saiba que não está sozinho. Buscar avaliação especializada é o primeiro passo para construir um plano terapêutico seguro e alinhado com o que realmente importa: viver bem, com dignidade e confiança no caminho escolhido.</span></p>
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		<title>Malformação Arteriovenosa: entenda as opções modernas de tratamento para essa condição que pode causar sangramento cerebral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 18:42:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[diagnostico MAV]]></category>
		<category><![CDATA[MAV]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falo sobre malformação arteriovenosa cerebral (MAV) no consultório, percebo que a maioria dos pacientes, e muitas famílias, chegam assustados. O termo é complexo, o diagnóstico costuma surgir após uma crise convulsiva, uma dor de cabeça intensa ou, em alguns casos, após um sangramento cerebral. E meu papel, como neurocirurgião, é justamente transformar essa angústia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando falo sobre malformação arteriovenosa cerebral (MAV) no consultório, percebo que a maioria dos pacientes, e muitas famílias, chegam assustados. O termo é complexo, o diagnóstico costuma surgir após uma crise convulsiva, uma dor de cabeça intensa ou, em alguns casos, após um sangramento cerebral. E meu papel, como neurocirurgião, é justamente transformar essa angústia em informação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A MAV é uma alteração congênita dos vasos sanguíneos do cérebro. Nela, artérias e veias se conectam de forma anormal, sem a rede capilar intermediária. Isso faz com que o fluxo sanguíneo seja mais intenso do que o normal, aumentando o risco de hemorragia cerebral, que pode trazer consequências graves.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A boa notícia é que, hoje, contamos com opções modernas, eficazes e cada vez mais seguras de tratamento. E mais importante: o tratamento é sempre individualizado.</span></p>
<h3><b>Por que nem toda MAV é igual?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das primeiras coisas que explico aos pacientes é que não existe uma única estratégia de tratamento que sirva para todos os casos. A escolha entre embolização, microcirurgia ou radiocirurgia, ou a combinação entre elas, depende de fatores muito específicos, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tamanho da malformação</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Localização no cérebro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Complexidade da rede de vasos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idade do paciente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Presença ou não de sangramento prévio</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sintomas associados</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa avaliação cuidadosa é essencial para equilibrar eficácia e segurança, especialmente quando lidamos com áreas cerebrais responsáveis por funções importantes, como fala, movimento ou visão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Embolização: reduzindo o risco de dentro para fora</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A embolização endovascular é um procedimento minimamente invasivo, realizado através dos vasos sanguíneos. Utilizamos cateteres extremamente finos para chegar até a MAV e injetar materiais que reduzem ou bloqueiam o fluxo sanguíneo anormal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, a embolização não é o tratamento definitivo, mas faz parte de uma estratégia combinada. Ela pode reduzir o tamanho ou a complexidade da lesão, tornando uma cirurgia ou radiocirurgia posterior mais segura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um exemplo claro de como a tecnologia tem ampliado nossas possibilidades e diminuído riscos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Microcirurgia: precisão quando a retirada é possível</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A microcirurgia continua sendo uma opção fundamental em casos bem selecionados. Quando a MAV está localizada em áreas acessíveis e o risco cirúrgico é aceitável, a remoção completa pode oferecer cura definitiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de cirurgia exige planejamento rigoroso, domínio anatômico e experiência. Ao longo da minha carreira acadêmica e assistencial, tive a oportunidade de tratar inúmeros casos complexos, sempre com o mesmo princípio: intervir apenas quando o benefício supera claramente o risco.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Radiocirurgia: tratamento sem cortes, com alta tecnologia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A radiocirurgia representa um dos maiores avanços no tratamento das MAVs. Utilizamos radiação altamente precisa para provocar, de forma gradual, o fechamento dos vasos anormais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela é especialmente indicada para MAVs pequenas, profundas ou localizadas em áreas sensíveis do cérebro, onde a cirurgia convencional traria riscos elevados. O efeito não é imediato, ocorre ao longo de meses ou anos, mas os resultados são consistentes e bem documentados na literatura científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como especialista em radiocirurgia, acompanho de perto a evolução dessa técnica e seus impactos positivos na vida dos pacientes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tratamento combinado: quando somar é a melhor escolha</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, o melhor caminho não é escolher um método, mas combinar estratégias. Embolização seguida de cirurgia, embolização associada à radiocirurgia ou protocolos personalizados fazem parte da neurocirurgia moderna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa abordagem integrada exige diálogo constante com equipes multidisciplinares e médicos de outras especialidades, neurologistas, cardiologistas, intensivistas, algo que considero essencial para oferecer o melhor cuidado possível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de uma malformação arteriovenosa cerebral não significa ausência de tratamento ou de perspectivas. Pelo contrário: nunca tivemos tantas opções seguras e eficazes como hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você, um familiar ou um paciente encaminhado apresenta esse diagnóstico, saiba que uma avaliação especializada faz toda a diferença na definição do melhor caminho.</span></p>
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		<title>É possível se curar da hidrocefalia?</title>
		<link>https://marcosdellaretti.com.br/2026/02/12/e-possivel-se-curar-da-hidrocefalia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin_vj]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 15:15:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[hidrocefalia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento hidrocefalia]]></category>
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					<description><![CDATA[Essa é uma das perguntas que mais escuto no consultório, especialmente de pais, familiares e pacientes recém-diagnosticados. A palavra hidrocefalia costuma gerar medo, insegurança e muitas dúvidas. E a resposta precisa ser clara, honesta e, ao mesmo tempo, acolhedora. Na maioria dos casos, não falamos em cura definitiva da hidrocefalia, mas isso está longe de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Essa é uma das perguntas que mais escuto no consultório, especialmente de pais, familiares e pacientes recém-diagnosticados. A palavra hidrocefalia costuma gerar medo, insegurança e muitas dúvidas. E a resposta precisa ser clara, honesta e, ao mesmo tempo, acolhedora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria dos casos, não falamos em cura definitiva da hidrocefalia, mas isso está longe de significar falta de tratamento ou de qualidade de vida. Hoje, com diagnóstico adequado e acompanhamento especializado, é totalmente possível controlar a condição e levar uma vida ativa, produtiva e plena.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que é a hidrocefalia?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A hidrocefalia ocorre quando há um desequilíbrio entre a produção, circulação e absorção do líquido cefalorraquidiano (líquor), levando ao seu acúmulo nos ventrículos cerebrais. Esse aumento de volume pode causar dilatação das cavidades do cérebro e elevação da pressão intracraniana, afetando funções neurológicas importantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela pode surgir em diferentes fases da vida, desde o período neonatal até a idade adulta ou avançada, e pode estar associada a malformações congênitas, tumores cerebrais, AVC, infecções, hemorragias ou processos inflamatórios.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Por que nem sempre existe uma “cura”?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos pacientes, a causa da hidrocefalia não pode ser completamente eliminada. Por isso, o foco do tratamento é controlar o acúmulo do líquor, aliviar a pressão sobre o cérebro e preservar, ou recuperar, a função neurológica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É aqui que entram os grandes avanços da neurocirurgia moderna.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tratamentos que permitem controle e qualidade de vida</b></h3>
<p><b>Implante de válvula (shunt)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema de derivação ventricular, conhecido como válvula ou shunt, é um dos tratamentos mais utilizados. Ele drena o excesso de líquor do cérebro para outra cavidade do corpo, geralmente o abdômen, onde o líquido é absorvido naturalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com acompanhamento adequado, muitos pacientes vivem por décadas com a válvula, mantendo excelente qualidade de vida, trabalhando, estudando e realizando suas atividades normalmente.</span></p>
<p><b>Terceiro ventriculostomia endoscópica (TVE)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A TVE é uma técnica minimamente invasiva que cria uma nova via de circulação do líquor dentro do próprio cérebro, sem a necessidade de implantar uma válvula. Ela é indicada em casos selecionados e representa um avanço importante da tecnologia neurocirúrgica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando bem indicada, a TVE pode oferecer controle duradouro da hidrocefalia, com menos dependência de dispositivos externos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A importância do acompanhamento individualizado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada paciente com hidrocefalia é único. A escolha do tratamento depende da causa, da idade, da anatomia cerebral e da evolução clínica. Por isso, a decisão deve ser sempre personalizada, baseada em exames de imagem precisos, avaliação clínica detalhada e discussão multidisciplinar quando necessário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da minha trajetória como neurocirurgião, professor e pesquisador, acompanhei centenas de pacientes que transformaram um diagnóstico assustador em uma história de adaptação, autonomia e esperança.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Informação, confiança e esperança caminham juntas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Receber o diagnóstico de hidrocefalia não significa perder o controle da própria vida. Significa iniciar um caminho de cuidado contínuo, sustentado por ciência, tecnologia e uma relação de confiança entre médico, paciente e família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tratamento adequado e seguimento regular, é possível viver bem com hidrocefalia. E essa é uma mensagem que faço questão de reforçar todos os dias no consultório e na formação de novos profissionais.</span></p>
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